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Seguro para atletas e partes do corpo

O que o Senador Romário tem a ver com seguro para atletas olimpicos?

Seguro para atletas e partes do corpo

06/08/2015

A cantora Taylor Swift colocou suas pernas no seguro para protegê-lasVocê lembra quando falamos sobre os seguros mais estranhos do mundo? Uma das modalidades bizarras de seguro dizia respeito ao seguro de partes do corpo (citamos os dedos de Keith Richards e o bumbum da funkeira Valeska).

Nesse ano mais uma artista entrou para o clube dos que decidem colocar uma parte do corpo no seguro: a cantora Taylor Swift, que protege as pernas em um seguro avaliado em 40 milhões de dólares (mais de 120 milhões de reais). Além de Taylor, outras artistas seguram seus membros inferiores, como Rihanna e Mariah Carey (essa última com as pernas mais bem avaliadas, valendo cerca de 2 bilhões de reais!).

Pode parecer absurdo, mas essa modalidade de seguro faz muito sentido para quem utiliza certas partes do corpo como trabalho, tem elas super valorizadas, ou que são reconhecidas por elas.

E com relação aos atletas também não poderia ser diferente. Imagine se Usain Bolt, maior velocista do mundo, quebrar uma perna nas vésperas das Olimpíadas 2016, por exemplo. Ele não pode ficar desamparado por não ter um seguro.

Os atletas brasileiros que participarão das Olimpíadas (que serão aproximadamente 400 no total) será a maior delegação que já representou o Brasil na competição até então. Para protegê-los, o mercado de seguros já vem se preparando com produtos como o Seguro Atleta Profissional, desenvolvido pela resseguradora IRB-Brasil RE em parceria com a corretora de resseguros internacional Miller.

O seguro para atletas deve ter uma diferenciação básica do seguro de vida e acidentes pessoais tradicional – o direito à indenização em qualquer tipo de incapacidade na realização do esporte designado ao atleta, independente da lesão ter sido permanente ou não. Isso é necessário pois a lesão restringe a profissão do atleta, fazendo com que perca tanto dinheiro quanto performance, gerando gastos futuros que serão cobertos justamente pelo valor do seguro.

Essa modalidade vem na mesma esteira da proposta do senador Romário, apresentada recentemente, onde procura beneficiar os atletas brasileiros com seguro, tanto em competições nacionais como em competições internacionais. Nesse assunto, a FIFA já aprovou em 2012 a contratação de seguro para cobrir lesões de jogadores que atuam em partidas das seleções integrantes.

Essa proposta tem como uma das inspirações o caso da ex-ginasta brasileira Laís Souza, que ficou tetraplégica em janeiro de 2014, após um acidente de esqui. Ela não tinha cobertura de seguro, e hoje recebe pensão do governo brasileiro.

E se eu fizer algum esporte? Posso ter um seguro em caso de acidente?

Esportes radicais podem constar no seguro, mas pode encarecê-lo também

Pode praticar seu snowboarding… mas sem agir de má fé com a seguradora!

Mesmo que você não seja um atleta olímpico, você pode estar protegido em prática de esportes. Isso porque o Artigo 799 do Código Civil determina que não pode haver a recusa de pagamento do seguro em caso de morte ou incapacidade por decorrência de prática de esporte.

No entanto, as seguradoras podem aumentar o valor do seguro caso o segurado seja praticante de esportes radicais, por exemplo, pois há um agravamento do risco nessas condições.

Para quem viaja e pratica esportes invernais como esqui, snowboarding, entre outros, também pode contar com a proteção do seguro. O plano de Seguro Viagem Internacional da Porto Seguro, por exemplo, garante cobertura para a prática dessa modalidade de esportes.

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