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Consórcio é um investimento?

Já bem conhecida do público brasileiro, a venda de cotas de consórcio cresce a cada ano em diversos segmentos. Um dos fatores que motivam esse sucesso é a garantia de compra do bem desejado. Mas, embora receba bastante aceitação popular, fica uma dúvida. O consórcio como investimento é uma boa?

Imagem de moedas e canetas para ilustrar texto sobre consórcio como investimento.

Em geral, o consórcio não é considerado um bom investimento.

O consórcio como investimento é comumente visto como uma poupança programada. Ele funciona como forma de destinar regularmente o dinheiro para a conquista de um objetivo. Seja ele um imóvel ou um carro, por exemplo.

O consórcio pode sim ser usado como método de disciplina financeira. Mas não se engane: essa não é uma modalidade de investimento, pois não há o recebimento de dividendos.

Há muitas vantagens em entrar em um consórcio. O importante é entender bem todas as regras que envolvem os prazos e taxas e verificar se elas se encaixam bem ao seu propósito.

Por que o consórcio como investimento não vale a pena?

A rigor, o sistema de consórcio não pode ser considerado como um investimento. Esse é um sistema no qual o consorciado paga encargos e não recebe dividendos. Por isso, o consórcio é, na verdade, uma dívida programada para uma necessidade de consumo planejada.

Apesar de não podermos dizer que vale a pena fazer um consórcio como investimento, não significa que ele não é vantajoso.

É bem verdade que na comparação com outras formas de obtenção de crédito, como o financiamento imobiliário, ele pode sair, na maioria das vezes, bem mais barato.

O consórcio pode ser ainda mais vantajoso. Principalmente, quando o consorciado possui uma boa reserva financeira e consegue realizar um lance. Desta forma, ele pode receber a contemplação da carta de crédito logo nos primeiros meses do contrato.

Nesse caso, o consórcio como investimento pode começar a ser uma vantagem. Principalmente porque, a partir da contemplação, o participante pode escolher se irá adquirir imediatamente o bem ou deixar o dinheiro rendendo dividendos até o momento da liquidação do contrato do grupo.

Vamos ver a seguir outros casos em que o consórcio pode funcionar de acordo com essa essa premissa.

Quando o consórcio pode ser visto como um investimento?

Vamos imaginar que o consorciado está capitalizado e pode dar um lance para ser contemplado de forma mais rápida. Neste caso, existe a opção de adquirir o bem ou manter o valor da carta de crédito rendendo juros.

Outro caso que pode atribuir status de investimento ao consórcio é o seguinte. Quando o contemplado decide utilizar o bem adquirido para gerar renda. Isso é comum no consórcio imobiliário, quando o imóvel adquirido é alugado para terceiros, gerando assim, renda ao consorciado.

Mas, se a ideia é contratar um consórcio exclusivamente com o objetivo de transformá-lo em uma fonte de renda, antes de fechar contrato, é bom levar em consideração alguns pontos a seguir.

Devo investir em um consórcio?

Já vimos alguns exemplos de casos onde o consórcio como investimento pode valer a pena. Então, antes de decidir qual opção se encaixa em suas metas, é importante reforçar alguns aspectos:

Tempo

Não há como prever em que momento o consorciado será contemplado no sorteio. Dessa forma, se houver urgência na aquisição do bem, essa não é uma boa opção adequada.

Organização do orçamento doméstico

Diante da possibilidade de passar um longo período de tempo até a contemplação, é necessário avaliar os gastos com os quais o consorciado deverá arcar durante o contrato. Por exemplo, se o objetivo for a aquisição de um imóvel, é preciso colocar na ponta do lápis quanto irá gastar com despesas com aluguel.

É importante compreender bem um outro aspecto. Até que seja contemplado no sorteio, ou até o momento em que acumule capital para dar um lance, o consorciado fica sem usufruir do bem o qual se pretende adquirir.

Ao levar todos esses quesitos em consideração, é preciso observar se a escolha por uma aplicação financeira não seria mais adequada para alcançar a meta desejada.

Para quem se destina o consórcio?

O sistema de consórcio funciona como uma associação financiada por um grupo de pessoas, que possuem um objetivo comum: adquirir um bem ou serviço.

Para ingressar em um consórcio não é necessário dispor de um montante inicial de dinheiro para ser usado como entrada. Basta se comprometer com o pagamento das mensalidades. Por isso, algumas pessoas podem ver o consórcio como investimento. Mas não é bem assim. Como já falamos acima, no consórcio não há recebimento de dividendos.

Todo o processo é mediado por uma administradora que fica responsável pela manutenção do grupo, cobrando uma taxa de administração pela prestação desse serviço.

Existem diversos tipos de consórcio: para aquisição de imóvel, carro ou moto, para a realização de festa de casamento e até para a obtenção de dinheiro!

No decorrer do consórcio, há duas formas de ter acesso ao bem ou serviço desejado. Uma delas é por meio de sorteios, que determinam de forma aleatória quem será contemplado com a carta de crédito. A outra é por meio de lances oferecidos pelos consorciados que desejam antecipar a aquisição do objetivo.  

Então, qual é o perfil de pessoas que costumam entrar em um consórcio?

O consórcio é bem aceito, basicamente, entre dois tipos de públicos:

  • Quem sente que não tem auto-disciplina para poupar dinheiro mês a mês;
  • Quem não tem pressa na aquisição do bem.

Não é possível prever a quantidade de tempo que passará até a contemplação. Porém, o consórcio é uma opção considerada como mais vantajosa frente à modalidade de financiamento.

O que está embutido nas parcelas do consórcio?

Como vimos anteriormente, todo consórcio é mantido por uma administradora. Dessa forma, existe a incidência mensal de uma taxa de administração. O valor dessa taxa não é fixado, por isso, varia muito no mercado, ficando em média entre 15 e 20% do total da carta de crédito.

Para conhecer o valor que irá recair sobre cada parcela, basta fazer uma divisão entre a taxa cobrada pela administradora e a quantidade de parcelas que serão firmadas no contrato.

Se você quiser saber mais detalhes ou ver exemplo de cálculos que definem o valor das parcelas veja como calcular as prestações de um consórcio.

Também vale a pena citar que alguns contratos, dependendo da forma como são negociados, podem prever o pagamento da chamada “taxa de adesão”. Esse valor não é fixado, sendo mais comum que fique em torno de 2%, e deve ser pago no momento da inscrição no consórcio.

Outro encargo que ocorre anualmente no caso dos consórcios imobiliários é a correção da dívida pelo Índice Nacional de Construção Civil (INCC) ou pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M). Eles variam de acordo com a inflação.

Esse último item exige atenção. Ele pode representar aumentos significativos no custo total do consórcio.  

Consórcio ou investimento financeiro?

Para finalizar a comparação sobre qual modalidade de crédito melhor se encaixa nos seus objetivos, lembre-se de uma coisa. O consórcio pode ser considerado por muitos como uma poupança, mas no final das contas os rendimentos não são revertidos para o poupador!

Para quem não tem pressa e sonha em adquirir um bem ou um serviço específico, uma alternativa ao consórcio é buscar aplicações financeiras. Elas geram dividendos e funcionam como uma forma de aumentar o patrimônio. Existem diversas opções no mercado de curto, médio e longo prazo.

Para avaliar qual melhor se encaixa no seu objetivo, analise as possibilidades que sejam condizentes com o tempo que você calcula para adquirir o bem.

Diante de todas as opções apresentadas, aqui na Bidu você pode cotar os produtos financeiros mais vantajosos e as melhores alternativas entre consórcios e financiamentos.