Quais são as melhores técnicas para negociar as suas dívidas?

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Quais são as melhores técnicas para negociar as suas dívidas?

A situação financeira de muitos brasileiros não é das mais favoráveis. Por isso, diversas famílias estão endividadas e buscando alternativas para encarar esse desafio de maneira menos dolorosa. Mas você sabe quais são as melhores técnicas para negociar as suas dívidas

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É possível negociar as dívidas sem sair no prejuízo.

Neste texto, você vai encontrar dicas e recomendações para enfrentar esse momento difícil e voltar a encontrar uma boa e estável saúde financeira. 

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Sobre as dívidas

Antes de começarmos a olhar como você pode reagir aos seus problemas financeiros com as melhores técnicas para negociar dívidas, vale uma breve reflexão sobre a origem delas. 

No Brasil, de acordo um estudo publicado em maio de 2019, a dívida média dos brasileiros é de R$ 3.239,48. Houve um crescimento de quase 3% de inadimplentes, se compararmos ao mesmo período em 2018. 

Grande parte dessas dívidas estão concentradas da seguinte forma: 

Dentro deste cenário, os principais tipos de dívidas são:

Como é possível perceber, as dívidas se assemelham e trazem características muito parecidas, mesmo que as motivações sejam diferentes. E ter esse olhar para entender o que o fez chegar a esse endividamento é, sem dúvidas, o primeiro passo para uma mudança de comportamento. 

Quando negociar

A boa notícia é que para especialistas financeiros, em geral, o segundo semestre é um período favorável para começar a quitar e negociar as dívidas. Isso se deve a alguns motivos. 

Primeiro pelo segundo semestre ser um momento diferente na economia e na organização das contas familiares, já que taxas escolares e impostos foram distribuídos no primeiro semestre. Depois porque também há uma expectativa comercial em atrair compradores para as próximas datas comemorativas e a utilização do 13º salário.   

O erro nesses momentos é agir com ansiedade e sem planejamento para correr para limpar o nome. Isso pode trazer prejuízos financeiros ainda maiores.

Ou ainda, outro erro é acreditar em soluções milagrosas que estendem o prazo da dívida ainda mais e embutem novas taxas, só que mais baixas. Por isso, é importante conhecer algumas técnicas para negociar dívidas que podem te ajudar.

Quais são as melhores técnicas para negociar dívidas?

Para ajudá-lo a fazer boas escolhas e melhorar o seu cenário financeiro, separamos algumas dicas e técnicas para negociar dívidas.

1 – Reestruturação e planejamento financeiro familiar

Quitar totalmente ou parte uma dívida pode ser um passo arriscado. Isso pode comprometer rapidamente todo orçamento familiar novamente. Antes, é preciso colocar no papel toda a renda da família e fazer contas. Entender onde é possível ajustar os gastos, cortar itens mais supérfluos e até substituir determinados costumes. 

Esse movimento positivo em busca de uma saúde financeira mais saudável deve partir do conjunto familiar como um todo. Por isso, mesmo que você seja a principal fonte de renda da casa, não deixe de mobilizar toda a família.

2 – Não comprometa grande parte da renda com dívidas

Dívidas podem virar um monte de novas dívidas se você não souber administrar. E isso quer dizer que tudo bem você buscar um apoio financeiro em determinado momento de necessidade ou investimento, desde que o faça com sabedoria. 

Comprometer mais de 30% do seu salário líquido, por exemplo, é uma péssima ideia, segundo especialistas financeiros.  

3 – Defina as prioridades financeiras

Para quem tem mais de uma dívida, o momento é de parar, pensar e definir as prioridades. Ou seja, qual pendência financeira você deverá quitar primeiro? Qual irá gerar juros ainda maiores em caso de atrasos?

A dica aqui é priorizar as contas que possuem juros mais altos, como os das financeiras de cartão de crédito e cheque especial. Em segundo lugar, ver quais possuem algum bem, como casa e carro, como garantia, para que você não corra o risco de perdê-los para o banco. 

4 – Fique atento aos juros e as taxas

Nem todo mundo se atenta a questão do juros Isso ocorre porque muitos têm certa dificuldade de entender como eles funcionam e como podem ser prejudiciais a longo prazo.

Nem sempre prolongar uma dívida significa pagar menos taxas. Ao contrário, muitas vezes juros menores e por um período muito longo, podem trazer ainda mais descontentamento financeiro e pouca solução ao problema. 

Além disso, quase sempre há taxas administrativas ou de outra origem, como tarifas, impostos e seguros. Elas são embutidas nas relações de financiamento, por exemplo. 

5 – Cuidado com as compras a prazo

Parcelar pode ser uma excelente opção quando você precisa de uma só vez realizar grandes compras, como quando estamos montando uma casa, por exemplo. Mas as compras a prazo exigem uma alta capacidade administrativa por parte do comprador. 

Por isso, esteja atento ao total de parcelas já acumuladas no seu cartão. Mesmo que recentemente você tenha conseguido quitar alguma dívida nele, não seja imprudente em já se sentir apto a fazer uma nova. 

6 – Não adquira produtos com soluções milagrosas

As instituições financeiras ganham também pelo total de produtos que os seus clientes irão consumir, como cartões de crédito, por exemplo. É comum que esses bancos se aproveitem para oferecer alguns desses produtos com promessas que parecem milagrosas, como juros baixos zero anuidade, entre outros. 

Pode parecer um bom negócio, mas você não pode se deixar encantar à primeira vista. Fique atento às regras, prazos e vencimentos. Sempre há uma entrelinha ou regra que passa despercebido aos olhos, mas que futuramente poderá ser sentido no bolso.

É fácil negociar uma dívida?

Mesmo conhecendo as melhores técnicas para negociar dívidas, não é tão simples. Como você pode perceber, tudo depende da sua capacidade financeira e, principalmente, da sua disposição para tomar novas atitudes e comportamentos em relação ao seu dinheiro. 

Muitos de nós enfrentamos momentos adversos e tudo bem precisar de um apoio, desde que haja a vontade de fazer diferente e aprender com as lições que uma dívida pode trazer.  

   

 

Última atualização em 15/09/2019