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Juros no rotativo: saiba como funciona

Seu cartão de crédito é uma ferramenta que traz facilidades à sua vida? Ou, ao contrário, transformou suas dívidas em uma bola de neve sem fim? Você costuma pagar a sua fatura em dia, no valor integral? Ou o pagamento do cartão de crédito é feito com o dinheiro que tiver na conta? Então você tem que saber o que são juros no rotativo.

Imagem de cartões para post sobre juros no rotativo

Muito cuidado com os juros no rotativo do cartão de crédito. Não pagar a parcela integral pode custar caro.

O que muita gente ainda não sabe é que adiar o pagamento mensal da fatura do cartão de crédito, ou pagar somente parte do valor devido, desencadeia uma série de dificuldades. São taxas muito mais altas, juros, impostos. No mês seguinte, mais uma surpresa na fatura. Além de não conseguir pagar o que era devido, o valor a ser pago agora ficou bem maior.

Esse cenário é problemático, mas comum para muitas famílias. Por isso, é preciso compreender melhor como funciona o crédito rotativo e o que são os juros no rotativo do cartão de crédito.

Preparamos esse guia completo para você. Para que entenda melhor o conceito de juros no rotativo, acompanhe nossas dicas e organize, de uma vez por todas, a sua vida financeira.

O que são os juros no rotativo

O rotativo é utilizado quando o cliente do banco paga o valor mínimo da fatura do cartão de crédito. Ou então, simplesmente, um valor abaixo do que aquele montante total que deveria ser pago no mês.

Uma mudança foi realizada no ano passado. Agora, quem não é capaz de pagar o valor total da fatura, só pode ficar no crédito rotativo por até um mês. Isso porque o Conselho Monetário Nacional (CMN) exige dos bancos a obrigatoriedade de transferir essa dívida para o crédito parcelado, que é uma opção de juros menores.

As instituições financeiras não podem, portanto, adiar essa dívida para mais de um mês. Com os juros tão altos, ela poderia ganhar proporções tão grandes que o cliente não conseguiria mais pagá-la. O Banco Central observou que houve aumento da inadimplência no país e o objetivo agora é evitar a “bola de neve”.

O problema é que, enquanto que os juros no rotativo tiveram redução de lá pra cá, houve aumento nas taxas do parcelamento das faturas. Para ter uma ideia, esse aumento foi de 15 pontos percentuais no ano passado, fechando dezembro com taxas de 169% ao ano.

A alternativa oferecida pelo banco, portanto, também não ajuda a aliviar a dívida. Nem facilita a vida do cliente. A única solução, segundo os economistas, para não se endividar ainda mais, é tentar conseguir um empréstimo barato com o banco. Assim, você paga o cartão de crédito com esse dinheiro. Uma solução muito utilizada é o crédito consignado.

Fique atento

Diante do que foi exposto, você já sabe: O crédito rotativo só tem real utilidade para quem pretende pagar o valor integral da fatura do cartão de crédito muito em breve. A pessoa provavelmente não tem o valor integral no dia do vencimento do cartão. Então paga o valor mínimo ou o valor que pode pagar naquele dia. Alguns dias depois, já quita imediatamente o valor total da fatura. Somente neste caso, o crédito rotativo é considerado uma opção.

Se a pessoa deixar de pagar o restante do valor dentro de poucos dias ou semanas, o montante que faltou pagar será lançado para o mês seguinte. Porém, os juros serão os mais altos do mercado, além de pagar uma multa alta pelo atraso.

Por todos esses motivos apresentados, pagar juros no rotativo do cartão de crédito deve ser a última opção.

Não conseguiu empréstimo no banco? Tentou conseguir um empréstimo em outra instituição financeira? Pediu um empréstimo a alguém de confiança? Os empréstimos pessoais têm juros bem mais baixos e podem te ajudar a ir organizando suas finanças enquanto paga o total da fatura devida.

Saiba tudo o que mudou em 2017

Antes de abril de 2017, para que seu nome não ficasse sujo, era preciso pagar pelo menos 15% do valor total da fatura do cartão de crédito. Os 15% eram, assim, o pagamento mínimo obrigatoriamente estabelecido.

O valor que faltou pagar ficava para o mês seguinte, junto com os juros e a multa abusiva. Dessa forma, no mês seguinte, o cliente do cartão teria de pagar aquele valor que faltou, somada às taxas altas pelo atraso.

Em grande parte dos casos a pessoa, endividada, não conseguia, novamente, pagar pelo valor integral. Como consequência, pagava o valor mínimo que poderia pagar e no mês seguinte teria outra surpresa.

Daí o termo “bola de neve” ser tão utilizado quando o tema é juros no rotativo. Uma pequena dívida pode se transformar numa dívida sem fim, imensa. E uma dívida crônica, na qual o cliente nunca consegue pagar porque dificilmente vai ter muito dinheiro sobrando no mês seguinte.

Com as mudanças estabelecidas a partir de então, quem não conseguir fazer o pagamento total da fatura do cartão de crédito pode fazer o pagamento de 15% do valor integral. Mas isso somente durante um mês.

Na próxima fatura recebida, ele já não consegue pedir o crédito rotativo. Isso porque a instituição financeira fica obrigada a fornecer uma linha de crédito de parcelamento da dívida.

Cuidado

Mas, atenção, como temos ressaltado nesse guia, a nova alternativa não traz exatamente um alívio ao consumidor. O que passa a existir é uma nova maneira de financiar. Os juros são um pouco mais baixos, porque os juros no rotativo são assustadoramente altos!

No Brasil, os créditos têm taxas altíssimas e nem deveriam ser considerados opção pelo brasileiro. Porém, ainda somos um país que ainda carece de conhecimentos sobre educação financeira e acaba se endividando com facilidade.

+ Como manter bons hábitos financeiros

Dicas para não cair no crédito rotativo

– Faça o possível para não atrasar o pagamento da sua fatura do cartão de crédito;

– Pague o valor total da fatura, se você não quer pagar juros altos demais;

– Caso você não tenha o valor total para quitar a dívida, considere pegar um empréstimo. No próprio banco, você pode conseguir negociações de empréstimos com juros muito mais baixos do que se simplesmente parcelasse a sua fatura do cartão.

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