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Poupança ou Tesouro Direto? Saiba onde investir

imagem de dinheiro, caderno e caneta em cima de uma mesa branca com a legenda: Poupança ou Tesouro Direto?

Poupança ou Tesouro Direto? Saiba onde investir

Você está se perguntando se é melhor investir na Poupança ou Tesouro Direto? Saber qual a melhor alternativa de como investir dinheiro é um desafio, mas precisa de um primeiro passo.

Além de acompanhar as opções disponíveis no mercado, é necessário, logo de cara, entender o atual cenário econômico. Em um ano com previsão de inflação e a taxa Selic baixas, por exemplo, conclui-se que os rendimentos de renda fixa também acompanharão esse ritmo.

Seguindo esse raciocínio, os especialistas alertam: é preciso arriscar mais para ganhar mais. Porém, tudo dentro do seu perfil de investidor e seus objetivos de aplicação.

imagem de dinheiro, caderno e caneta em cima de uma mesa branca com a legenda: Poupança ou Tesouro Direto?

Poupança ou Tesouro Direto? Veja onde investir

Diante desse fato, qual deve ser a opção mais vantajosa na comparação entre a Poupança e o Tesouro Direto em 2018?

Conhecer as características de ambos é essencial e deve ir além do fato de contarem com valor mínimo para aplicação, favorecendo novos investidores que não tenham quantias elevadas para aplicar.

Por isso, vamos apresentar os principais pontos para que a escolha entre a Poupança ou Tesouro Direto seja feita com critério e contribua para a melhor decisão.

Tesouro Direto

O Tesouro Direto nada mais é do que uma plataforma utilizada para negociar títulos do Governo Federal.

Portanto, o investidor interessado no Tesouro Direto empresta seu dinheiro ao governo quando aplica o capital em um dos três tipos de títulos oferecidos pelo Tesouro Nacional: Tesouro Selic, Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA+.

Já deu para entender que se tratando de Tesouro Direto, a segurança desse investimento vem do próprio Governo, certo?!

Então, trata-se sim de uma opção que traz tranquilidade para quem investe, embora não esteja livre de risco. Sim, há risco sempre quando se trata de investimentos. Qual é o risco oferecido pelo Tesouro Direto? A desvalorização dos títulos.

Como você já sabe a essa altura, há três tipos de títulos do Tesouro Direto. Os prefixados e os atrelados ao IPCA sofrem alterações e podem ser desvalorizados ao longo do tempo, de acordo com os movimentos do mercado. Quando a taxa Selic baixa, por exemplo, esses títulos são impactados.

Mas é possível ter certos cuidados para que o investidor não perca com essas ondas negativas do mercado. Um deles é sempre manter o título até a data de vencimento para receber o rendimento prometido ou ainda vender o título em momentos de valorização. Outro cuidado é aplicar no Tesouro Selic que tem menos influência do mercado.

Antes de dar mais detalhes sobre o Tesouro Direto, vamos introduzir a Poupança em nossa discussão.

Poupança

Estamos diante do investimento mais popular do Brasil e muito procurado principalmente por quem tem perfil de investidor conservador.

Diferente do Tesouro Direto, quem aplica na Poupança empresta o seu dinheiro para a instituição financeira privada escolhida.

Por isso, o risco de crédito já se mostra maior do que o do Tesouro Direto, apesar de a Poupança contar com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que entra em ação em caso de quebra ou intervenção no banco em que a aplicação foi feita, restituindo até R$ 250 mil por CPF – e por instituição financeira

+ Onde investir: CDB ou Poupança?

Com tudo isso, mostra-se ao longo da história como uma opção popular, que oferece, além do baixo risco, facilidade ao investidor, alta liquidez e retorno certeiro, mesmo com uma rentabilidade mensal baixa. Com isso, muitas pessoas podem se perguntar se vale a pena deixar o dinheiro na poupança? A resposta é: depende dos seus objetivos.

Para se ter ideia, quando a taxa Selic é superior a 8,5% ao ano, o rendimento da Poupança é de apenas 0,5% ao mês mais a TR (Taxa Referencial, que apresenta pequena diferença no resultado obtido).

Mas quando a Selic é igual ou inferior 8,5% ao ano, a remuneração passa a ser: TR mais 70% da Selic.

Um diferencial do produto é que na projeção de rendimentos não entram o temido Imposto de Renda, IOF ou outras taxas.

+ Veja quanto rende um milhão na poupança.

Rentabilidade: Poupança ou Tesouro Direto?

Para falar se o melhor investimento é a Poupança ou Tesouro Direto, vamos falar da rentabilidade de cada um deles.

O rendimento da Poupança é baixo e “briga” com a inflação. Vale lembrar que não sofre tributação de Imposto de Renda, IOF ou outras taxas. Para ter ideia de valores, de qualquer período, é possível utilizar a Calculadora do Cidadão, que está disponível no site do Banco Central.

Já a rentabilidade do Tesouro Direto merece mais explicações, de acordo com os tipos:

Tesouro IPCA+ (NTNB Princ)

A rentabilidade aqui surge de um percentual de juros ao ano mais a variação do IPCA do período. Tanto a remuneração quanto o desconto do Imposto de Renda ocorrem no vencimento.

Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTNB)

Esta rentabilidade também resulta de um juro anual mais a variação do IPCA do período. A diferença da opção Tesouro IPCA+ (NTNB Princ) está na remuneração. Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTNB) oferece pagamentos a cada semestre e conta com incidência do Imposto de Renda a cada seis meses.

Tesouro Prefixado

O rendimento neste caso é predefinido, portanto o investidor pode calcular o valor a ser resgatado no vencimento.

Tesouro Selic

Aqui o rendimento é vinculado à Selic, taxa de juros básicos da economia. Quando esta aumenta, eleva o rendimento. Quando tem redução, desfavorece a rentabilidade.

Conclui-se que em momentos de queda da taxa Selic, o Tesouro IPCA se mostra um investimento de longo prazo protegido da inflação e que apresenta ganho real.

Mas o Tesouro Prefixado garante o rendimento definido, independente da taxa de juros.

 

Veja nossa postagem sobre a calculadora do Tesouro Direto e entenda a rentabilidade dessa aplicação.

Liquidez: Tesouro Direto x Poupança

O investidor pode sim resgatar o dinheiro a qualquer dia, mas corre o risco de perder o rendimento caso isso ocorra antes da data de “aniversário” do depósito, que acontece uma vez ao mês.

Já a liquidez do Tesouro Direto é alta, pois o Banco Central compra o título antes mesmo do vencimento e efetua o pagamento do resgate em um dia útil.

Entretanto, caso o investidor venda um título prefixado ou vinculado ao IPCA antes do vencimento, poderá valer menos do que quando foi comprado.

A dica dos especialistas é para manter uma quantia em títulos Tesouro Selic, que não sofrem essa volatilidade.

Diferente da Poupança, o Tesouro Direto sofre tributação: IOF (em investimentos inferiores a 30 dias) e Imposto de Renda, cuja alíquota é reduzida ao longo do tempo. 

Agora que você já sabe se investe na Poupança ou Tesouro Direto, sempre faça a comparação e escolha a melhor opção!

Lembre-se sempre de que diversificar é sempre uma alternativa, ou melhor, uma sugestão de quem entende do assunto.