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Como quitar dívidas com bancos?

Como quitar dívidas com bancos

Como quitar dívidas com bancos?

A situação no Brasil não é das melhores com um cenário de inflação, juros, crise econômica e política.

E para quem possui dívidas com bancos, é sempre importante buscar um acordo com os credores o quanto antes, para evitar eventuais turbulências da economia, que acabam dificultando ainda mais esse processo de pagamento.

Veja as nossas dicas e saia da inadimplência.

Como quitar dívidas com bancos

Sempre trabalhe com cálculos realistas

De nada vai adiantar pensar em como quitar dívidas com bancos sem antes pensar bem.

Aceitar uma proposta que você sabe que não terá condições de pagar não ajuda em nada a situação, pelo contrário, pode aumentar ainda mais a bola de neve de débitos.

Por isso, o primeiro passo é colocar a sua renda líquida do mês e subtrair os gastos essenciais, como habitação e saúde.

Em seguida, o consumidor precisa cortar os chamados gastos supérfluos.

O saldo disso é o que deve ser proposta como pagamento da dívida com o banco.

Analise e leia atentamente o contrato

Sempre falamos que é preciso ler bem a apólice do seguro antes de contratar.

A mesma dica vale para quitação da dívida: antes de sair assinando a renegociação da dívida, verifique se o contrato do financiamento não apresenta irregularidade, seja porque cobra taxas a mais ou porque provoca prejuízos consideráveis.

Se houver irregularidade, o consumidor precisar denunciar o banco aos órgãos de defesa do consumidor e ao Banco Central, usando isso como argumento na busca por um acordo com a entidade.

Dessa maneira, é possível chegar a um acordo com condições melhores, principalmente em casos de empréstimos com valores muito altos, como os financiamentos de carros.

Pesquise as ofertas e condições de outros bancos

Apesar de não ser conhecido do grande público, é possível transferir a dívida para outra instituição financeira que ofereça melhores condições de pagamento.

Ao realizar a pesquisa sobre taxas, juros, prazos e benefícios ofertados por outros bancos, o cliente pode, ainda, pressionar o seu banco para que sejam oferecidas condições melhores ou semelhantes.

Caso o banco não aceita negociar, o consumidor deve considerar levar a dívida para outra instituição financeira.

Procure a melhor maneira de conversar com o banco

Alguns bancos oferecem a opção de renegociar a dívida online, basta o cliente inserir o valor da entrada e prazo de pagamento.

Mas, a opção de conversar diretamente com a instituição ainda é a mais aconselhável.

Soluções online, por seguirem um padrão determinado, podem se basear em um perfil médio de cliente, logo, a proposta pode não ser a melhor para o consumidor.

De qualquer maneira, o acordo precisa ser documentado por escrito, inclusive, com assinaturas de testemunhas, em casos onde os acordos são firmados na própria agência.

Se a negociação só for possível por telefone, o recomendável é guardar o registro do atendimento.

Proponha soluções durante a conversa

É sempre importante participar de forma ativa do acordo.

Imaginando, por exemplo, que um consumidor tenha feito um financiamento de carro em 48 parcelas, com juros de 1,2%, e logo depois de três de pagamento atrasar a parcela, dificilmente o banco vai reduzir os juros contratados.

Em casos de financiamento de veículos e outros bens, os juros são geralmente negociados somente quando a inadimplência ultrapassa três meses.

Depois desse prazo, os bancos podem passar a cobrar juros de mora, elevando a taxa de juros prevista no contrato.

No caso de dívida no cartão de crédito, a situação é diferente, já que os juros cobrados no cartão podem ser considerados abusivos, por isso, fique sempre atento.

Analise a contraproposta feita pelo banco

Nunca aceite uma proposta oferecida pela instituição financeira de primeira. Sempre solicite um tempo para refletir os prós e contras das condições do acordo.

Geralmente, a primeira proposta vem com valores altos e servem, apenas, para alongar ainda mais a dívida, dividindo o débito em mais parcelas, dando a impressão de que a prestação não vai pesar no bolso do cliente.

Sempre analise se, de fato, há vantagem na proposta. Verifique se o prazo proposto para a quitação da dívida não é extenso e se em um tempo menor, é possível pagar as parcelas sem apertar o bolso.

A taxa de juros cobrada também não deve estar acima da média praticada no mercado, aumentando de forma considerável o valor da dívida, além dos riscos de um novo descontrole nas contas no futuro.

Juntar todas as dívidas do banco em um único débito nem sempre é uma solução. Por cada modalidade de crédito ter uma taxa específica de juros, fica difícil calcular o benefício do acordo.

Não fique intimidado

Se aproveitando do momento de fragilidade do cliente, algumas instituições acabam condicionando a renegociação da dívida à contratação de serviços.

Essa prática é considerada uma venda casada, sendo proibida pelo Código de Defesa do Consumidor, assim como casos de cobrança em tom de ameaça, que também pode render indenização ao cliente.

Acordo não deu certo? Procure ajuda

Se, mesmo depois de toda a negociação, o acordo com o banco não deu certo, é possível pedir ajuda de forma gratuita.

Os Programa de Apoio ao Superendividado do Procon auxiliam nos acordos entre consumidores e instituições financeiras. Mas, essa opção é para clientes que estejam enquadrados no perfil superendividado e que já estejam inadimplentes.

Para quem necessita de auxílio e não se enquadra no perfil, a opção é contratar um advogado e arcar com as despesas do serviço.

Participe de feirões

Antes de buscar o acordo, veja se existem mutirões para renegociação de debitados em andamento e se a sua instituição financeira está participando.

Apesar de não existir um cronograma fixo, esses eventos são frequentes. As condições oferecidas geralmente são melhores que as feitas em acordos individuais.

Isso acontece porque o banco quer receber pagamentos pelo volume de acordos realizados, e não pelo valor de cada negociação.

Mas aqui vale a mesma dica citada antes: tenha calma. Na ansiedade de resolver o débito durante o feirão, o acordo pode sair desfavorável ao cliente.

Não caia na armadilha duas vezes

Após finalmente ter a dívida com o banco renegociada, é preciso um cuidado e atenção ainda maiores, para não descontrolar novamente. Para isso é necessário manter os bons hábitos na finança.

Se o consumidor voltar a ficar em débitos, será ainda mais difícil uma nova renegociação, pois o banco é menos flexível com quem já tem caso de reincidência.

O banco pode, por exemplo, optar por não baixar a taxa de juros ou reduzir o valor da dívida e também se negar a alongar o prazo de pagamento.

Depois dessas dicas para quitar dívidas com bancos, veja como garantir a sua independência financeira.