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Você sabe o que é um investimento de renda variável?

São tantas as opções de investimentos à disposição que se torna difícil entender suas particularidades. Embora seja essencial conhecê-las bem para fazer as melhores escolhas. Você sabe, por exemplo, o que é um investimento de renda variável?

imagem de dinheiro para texto sobre renda variável

Como o nome indica, é aquele em que você realiza uma aplicação, mas a renda que será obtida pode variar. Ao contrário das opções de renda fixa – que tem a rentabilidade pré-definida –  os resultados de investimentos em renda variável só podem ser conhecidos ao longo do processo, ou no resgate.

Sim, o rendimento resultante desse tipo de investimento varia e pode ser menor, igual ou maior ao valor que foi investido.

Por isso, a renda variável, em geral, atrai investidores com perfil agressivo e dinâmico, que toleram bem o fato de não saberem o retorno que terão e, portanto, não se importam de correr riscos.

Por que a renda variável?

Mesmo sem saber o retorno que será obtido em um investimento de renda variável, os investidores optam por ele pois podem ter altos ganhos mesmo no curto prazo.

É justamente o risco que permite retorno maior do que o obtido, por exemplo, nos investimentos de renda fixa.

Quais são os mais conhecidos investimentos de renda variável? Como é possível investir em renda variável?

Vamos descobrir!

Formas de investir em renda variável

Quando se fala em renda variável, há algumas formas específicas de investir.

Listamos aqui as mais conhecidas, confira:

– Ações: são títulos de propriedade que conferem ao investidor a participação na sociedade da empresa, ou seja, ao comprar as ações na Bolsa de Valores o investidor passa a ser um sócio minoritário da empresa.

ETF de Ações: fundo negociado em Bolsa como Ações. É conhecido como Exchange Traded Fund.

– Fundos de Ações: são fundos de investimento em que não é preciso escolher as empresas em que o dinheiro será aplicado.

– Mercado Futuro: nesse mercado os participantes se comprometem a comprar ou a vender certa quantidade de um ativo com um determinado valor para que seja liquidado em data futura.

– Câmbio: é a operação de troca de moeda de um país pela moeda de outro país.

– Commodities: são produtos que funcionam como matéria-prima, são produzidos em escala e podem ser estocados sem perda de qualidade. Exemplos: petróleo, café, soja, etc.

– Clubes de Investimento: é uma forma de investimento coletivo de pessoas físicas (de três até 50 participantes) no Mercado de Capitais que aplicam em Títulos e Valores Mobiliários que podem ser Ações ou Derivativos.

– Derivativos: são aplicações financeiras derivadas de outros valores. No Câmbio, por exemplo, os derivativos são aplicações derivadas do valor do dólar.

Ações, a mais conhecida representante da renda variável

Dentre as principais formas de investir em renda variável, os investimentos em Ações são considerados os mais conhecidos. Além disso, também os de mais fácil acesso para o investidor que não é um profissional do mercado financeiro.

Quem trabalha – ou trabalhará – com Ações já deve saber que a remuneração decorrente desse tipo de investimento pode variar tanto de forma positiva, quanto negativa.

Tudo depende das expectativas do mercado em relação à empresa cujas Ações estão sendo negociadas.

É analisado, por exemplo, o futuro da empresa: como ela se comportará considerando-se o cenário macro da economia e as operações internas da própria empresa?

São esses alguns dos movimentos que determinam os preços dos ativos. Todo tipo de variação – acontecimentos pontuais e até mesmo de fatos mundiais – que afetam as empresas emissoras dos ativos.

Como ter um bom retorno com renda variável?

Para investir em renda variável é preciso conhecer o negócio. Não se trata de uma modalidade de investimento simples, de fácil operação.

É preciso ter uma boa noção das regras do mercado investido e  dos rumos da economia para que assim seja possível visualizar as perspectivas das empresas em que o capital é investido (no caso, o investimento feito em Ações das empresas).

Por isso, é essencial se atualizar constantemente sobre tudo o que pode influenciar a Bolsa de Valores e o câmbio, entre outros assuntos do cenário econômico e político.

Antes de sair investindo em Ações é preciso também ter, no mínimo, uma reserva de segurança para eventuais necessidades no curto e médio prazo.

É importante ter em mente que todo investimento em renda variável deve ser feito a longo prazo. Paciência, no caso, deve fazer parte da história!

Segundo os especialistas, o rendimento de renda variável tende a ficar positivo ao longo do tempo.

Por isso, a situação financeira do investidor deve ser bem avaliada para que não seja afetada até que os objetivos sejam atingidos.

Trata-se de um mercado para quem está disposto a até mesmo perder dinheiro no curto prazo, mas que também sabe que pode obter ganhos altos no mesmo período.

Ainda leve em conta…

Há outras questões que devem ser consideradas para que seja possível obter um bom retorno investindo em renda variável.

Saber traçar os objetivos é uma delas. É importante que o investidor tenha metas claras e objetivas. Afinal, para cada uma delas há um investimento mais adequado.

Quando o plano é comprar uma casa daqui a seis anos, o investimento para esse objetivo deverá ser diferente do que pagará os estudos do filho no próximo ano.

Entendeu? Por isso, é importante determinar as metas para cada objetivo e saber como o retorno obtido nos investimentos poderá contribuir, levando-se em conta prazo, resistência ao risco, entre outros aspectos.

Diversificar a renda variável é outro ponto de destaque para obter melhor retorno.

Para fazer isso, é indicado dividir os investimentos em diferentes setores, em empresas consolidadas e outras em expansão. Conversar com um especialista pode ajudar muito no aprendizado.

Afinal, quando o assunto é investir sempre vale contar com quem pode contribuir para o sucesso. Neste caso… a curto prazo!

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