Quais são as Doenças do Século 21?

Você já ouviu falar das doenças do século 21? A vida moderna traz consigo o avanço da medicina e a cura para doenças que antes eram desafios para o homem. Mas, ao mesmo tempo, essas transformações também promovem mudanças no nosso estilo de vida, revelando novas doenças e síndromes.

Imagem de pessoa aparentemente aflita para ilustrar texto sobre doenças do século 21.

As principais doenças do século 21 estão estritamente ligadas à saúde mental.

A verdade é que, em meio à correria do dia a dia, muitos sintomas silenciosos podem estar tentando nos trazer mensagens. Essas mensagens são importantes para nos atentarmos aos cuidados que devemos ter com a nossa saúde.

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Doenças do século 21

Como manter o equilíbrio físico, mental e emocional em meio à situações de estresse, tão comuns na atualidade?

Saiba agora quais são e como lidar com as doenças do século 21.

Depressão: o mal do século 21

Há muitos anos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) vem alertando para a importância da discussão do tema “saúde mental”. Em 2001, a entidade publicou um relatório cujo objetivo era mostrar os impactos relacionados à saúde mental na sociedade do século 21.

Na ocasião, o documento chamava a atenção para a necessidade dos devidos cuidados para o tratamento de diversas doenças. Entre elas estava a depressão – considerada o “mal do século” e uma das principais doenças do século 21.

Dados mais recentes estimam que, mundialmente, mais de 300 milhões de pessoas, de todas as idades, sofram com esse transtorno. Hoje, a depressão é a principal causa de incapacidade em todo o mundo.

A depressão não é uma doença nova. Entretanto, ela está associada ao estresse da vida moderna. Situações vividas nas grandes cidades podem se tornar gatilho, como:

  • Trânsito excessivo;
  • Violência;
  • Correria do dia a dia;
  • Risco de catástrofes naturais.

Embora o conhecimento sobre a depressão venha aumentando, é sabido que apenas uma pequena parcela da população (cerca de 10%) recebe o tratamento adequado. Isso porque, muitas vezes, os sintomas não recebem a devida atenção e/ ou são menosprezados pelas pessoas que convivem com o doente.

O fato é que a depressão pode afetar qualquer pessoa, contudo, depende de uma predisposição genética para se manifestar. Ela é caracterizada por tristeza persistente e pela perda de interesse em atividades que, normalmente, são prazerosas.

Outros sintomas são:

  • Perda de energia;
  • Perda de apetite;
  • Ansiedade;
  • Sensação de culpa;
  • Efeitos na qualidade do sono;
  • Dificuldade na capacidade de concentração;
  • Pensamento de suicídio em casos mais graves.

O tratamento da depressão pode ser feito por meio de psicoterapia, medicamentos antidepressivos ou por uma combinação de ambos.

Síndrome de Burnout

Outra doença de caráter psicológico é a Síndrome de Burnout. Ela é considerada uma doença do século 21, pois está relacionada à exaustão prolongada por excesso de trabalho. Ela é um grande problema no mundo profissional da atualidade.

O Burnout apresenta uma série de sintomas entre físicos e metal como:

  • Cansaço excessivo;
  • Alterações no apetite e na qualidade do sono;
  • Alterações repentinas de humor;
  • Dores musculares;
  • Problemas gastrointestinais;
  • Pressão alta;
  • Diminuição do interesse em trabalhar.

Quem vive sob estresse prolongado e/ou sob o acúmulo excessivo de atividades, pode apresentar alguns desses sintomas.

Mas há um ponto que pode confundir a síndrome com outras situações passageiras de desgaste emocional. Os sintomas aparecem de forma leve, com tendência de piora com o passar do tempo.

É por isso que é fundamental buscar apoio profissional assim que qualquer sinal for notado. O diagnóstico da síndrome é feito por profissional especialista, após análise clínica.

O tratamento envolve psicoterapia e, em alguns casos, são indicados medicamentos como antidepressivos e/ou ansiolíticos.

O paciente em tratamento também deve promover mudanças nas condições de trabalho e nos hábitos de rotina. Assim, é possível manter o equilíbrio saudável entre a vida pessoal e profissional.

Especialistas também recomendam a prática de atividades físicas regulares para aliviar o estresse e controlar os sintomas desta que é uma das doenças do século 21. Além do descanso de, pelo menos, oito horas diárias de sono.

Obesidade

Outra na lista das doenças do século 21 é a obesidade. A Organização Mundial da Saúde divulgou dados recentes sobre a situação da obesidade no mundo. As estatísticas atuais apontaram que um em cada oito adultos em todo o planeta é obeso.

Nesse cenário, a estimativa é de que até 2025, cerca de 2,3 bilhões de indivíduos estejam com excesso de peso. Deste total, mais de 700 milhões com obesidade.

A obesidade é considerada uma das doenças do século 21. Com a mudança de hábitos e do ritmo de vida da sociedade, as pessoas tendem a utilizar mais veículos motorizados para se locomoverem. A preferência por uma alimentação rápida, rica em gorduras e açúcares, também contribui para a elevação dessas projeções.

A obesidade é uma doença crônica multifatorial. Segundo médicos especialistas, além de causar impactos na qualidade de vida do indivíduo, pode predispor a doenças como diabetes, doenças cardiovasculares, asma, gordura no fígado e até alguns tipos de câncer.

Caso o paciente não seja submetido a um tratamento adequado e contínuo, a obesidade tende a piorar com o passar dos anos, conforme alertam os especialistas.

Essa doença do século 21 também é preocupante quando falamos sobre as crianças. A vida moderna agregou o sedentarismo ao dia a dia infantil. Esse novo estilo de vida poderá contribuir para que o número de crianças com sobrepeso e obesidade possa chegar a 75 milhões em todo o mundo.

Transtornos Alimentares

O século 21 trouxe uma maior exposição de um novo padrão estético de magreza, que é perseguido por milhares de pessoas ao redor do mundo. Essa distorção de imagem é um dos fatores que desencadeiam transtornos alimentares, como anorexia, bulimia, transtorno obsessivo compulsivo por alimentos, entre outros.

O diagnóstico, por vezes, demora a acontecer e a condição fica escondida, se arrastando por anos. É por isso que médicos apontam como essencial entender alguns indicativos de comportamento para ajudar quem está nessa situação.

  • Restrição alimentar excessiva;
  • Rápida perda de peso;
  • Dietas radicais seguidas de períodos compulsivos;
  • Infecção recorrente de garganta;
  • Correr para o banheiro após as refeições.

Assim que identificado o transtorno alimentar, especialistas indicam o tratamento por uma equipe multidisciplinar composta por psiquiatra, psicólogo e nutricionista.

Alguns casos mais graves podem levar à internação para a alimentação parenteral (feita por uma via diferente da gastro-intestinal). O objetivo desta intervenção é restabelecer o peso, normalizar os padrões alimentares e corrigir sequelas biológicas e psicológicas da desnutrição.

A anorexia e a bulimia podem levar à morte. São doenças do século 21 que podem ser silenciosas e demorar a serem reconhecidas.

Insuficiência cardíaca

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 23 milhões de pessoas sofrem com a insuficiência cardíaca em todo o mundo. Essa está entre as doenças do século 21, pois está associada à alimentação de má qualidade e a hábitos da vida moderna, como o sedentarismo.

A insuficiência cardíaca impede que o coração bombeie o sangue corretamente para todo o corpo, comprometendo as funções e necessidades do organismo. Hipertensão, diabetes, falta de ar e pernas inchadas são alguns sintomas mais comuns.

Sua evolução é silenciosa. Por isso, os cardiologistas alertam para a importância do diagnóstico precoce, que é feito por meio de exames como o ecocardiograma.

Embora tenha um progresso lento, a doença é considerada mais letal que o câncer de próstata e de mama. Contudo, médicos apontam que adotar ajustes no estilo de vida pode evitar que a enfermidade se torne grave com o passar dos anos.

Nesse sentido, há algumas mudanças no estilo de vida que auxiliam no tratamento e prevenção:

  • Emagrecimento;
  • Restrição do consumo de gordura e açúcar;
  • Controle do colesterol alto e do diabetes;
  • Redução no consumo de álcool;
  • Redução no consumo de sal;
  • Prática de atividade física supervisionada.

Já em casos mais graves, podem ser indicados procedimentos cirúrgicos de correção e uso de marcapasso. Em diagnósticos ainda mais complexos, pode haver a necessidade de um transplante de coração.

Doenças relacionadas à poluição do ar e mudanças climáticas

A poluição do ar é considerada pela OMS como o maior risco ambiental para a saúde, em 2019. Ela é apontada como fator de morte prematura de 7 milhões de pessoas todos os anos. Está associada à enfermidades como câncer, acidente vascular cerebral e doenças cardiovasculares e pulmonares.

A queima de combustíveis fósseis é considerada a principal causa desse cenário e, portanto, de algumas das doenças do século 21. É, também, um dos principais fatores que contribuem para a mudança climática.

Isso tem acontecido, segundo a OMS, principalmente, em países de baixa e média renda, com altos volumes de emissões da indústria, dos transportes e da agricultura.

Trombose

A trombose é caracterizada pela formação de coágulos que entopem as veias. Ela pode causar infarto e embolia pulmonar. Considerada uma das doenças do século 21, está associada a:

  • Fumantes;
  • Pessoas que apresentam quadros de obesidade;
  • Pessoas sedentárias;
  • Pessoas que sofrem de diabetes e hipertensão.

Essa é uma doença bastante comum em mulheres. Isso porque pode ser desencadeada em virtude da ingestão da pílula anticoncepcional, aliada à predisposição genética.

A trombose também pode ter agravantes a partir de longos períodos de imobilidade, como em viagens de avião ou extensas jornadas de trabalho na posição sentada.

Segundo o Ministério da Saúde, 65 mil brasileiros foram afetados pela doença em 2016. A trombose apresenta sintomas como:

  • Falta de ar súbita com dor no peito;
  • Dores e vermelhidão nas pernas.

Os médicos recomendam que o diagnóstico da trombose seja feito por meio de exame laboratorial e de imagem. Com controle de fatores de risco e a administração de medicamentos é possível afastar a evolução mais grave da doença.

Especialistas também indicam a atividade física para estimular circulação sanguínea.

Doenças do século 21: como a medicina pode ajudar?

Como vimos, a vida moderna nos traz novos desafios em diversos aspectos. E cuidar bem de nossa saúde é essencial para nos manter equilibrados e predispostos a enfrentar os desafios das atividades diárias.

Boa alimentação e exercícios físicos moderados são essenciais para a restauração do nosso bem estar e para a prevenção das doenças do século 21.

E para ficar tranquilo de verdade, você e sua família precisam contar com um bom plano de saúde. Afinal, o acompanhamento médico regular e a medicina preventiva são capazes de identificar sintomas e mapear doenças em estágios iniciais.

Quando você tem um plano de saúde, pode contar com uma equipe médica eficiente e atendimento em uma rede credenciada altamente capacitada.

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Última atualização em 28/05/2019