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Famílias gastam mais com saúde que o governo?

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Famílias gastam mais com saúde que o governo?

No Brasil, as famílias gastam mais com saúde que governo. Isso ocorre pois as famílias buscam mais tranquilidade. Elas querem manter-se distante dos altos custos do atendimento médico-hospitalar. Além do que os serviços públicos de saúde prestados em nosso país não são ideais.

Gastos da família e do governo com saúde

As famílias gastam mais com saúde que governo porque o brasileiro hoje tem a opção de contratar um seguro ou plano de saúde. Confira os melhores planos de saúde do Brasil.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as famílias, assim como as instituições que não têm fins lucrativos com bens e serviços de saúde, tiveram despesa per capita de R$ 1.538,79. Isso representa 36% a mais do que a despesa per capita apresentada pelo governo, que atingiu o gasto de R$ 1.131,94. Esses dados são referentes ao período entre 2010 e 2015.

Afinal, como as famílias gastam mais com saúde que governo?

Vamos dar uma ideia ainda mais concreta da diferença entre os gastos empenhados pelas famílias e governo. As despesas relacionadas à saúde em 2015 corresponderam a 9,1% do PIB do país. Percentual este que foi constituído da seguinte forma: 5,1% vieram das famílias, 3,9% do governo e 0,1% das instituições sem fins de lucro a serviço das famílias.

E os serviços de saúde privados, que incluem os planos de saúde, foram o principal foco das famílias. Elas gastaram com isso R$ 204,4 bilhões, atingindo 3,4% do PIB em 2015.

Já o governo, teve seu principal gasto, também em 2015, com saúde pública. Lá, ele empenhou R$ 184,2 bilhões ou 3,1% do PIB. Também gastou R$ 36, 2 bilhões, 0,6% do PIB, com os serviços de saúde privado.

De acordo como IBGE, se a avaliação incluir apenas os serviços de saúde – atendimentos, internações e exames – o gasto tanto do governo quanto das famílias é próximo.

Despesas com saúde crescem ao longo dos anos

O site do IBGE ainda divulga que o consumo final de bens e serviços de saúde foi de R$ 546 bilhões, correspondendo a 9,1% do PIB. Esse percentual, em 2014, foi de 8,7% e, em 2013, de 8,2%.

É esperado que o consumo de serviços de saúde aumente, apesar da crise do país. Ano a ano a população cresce e isso leva a um aumento da procura por essa necessidade.

O envelhecimento populacional também faz crescer o consumo. Fato comprovado desde 2010 quando as pesquisas começaram a ser realizadas.

Já a Agência Nacional de Saúde (ANS) divulgou o crescimento do número de beneficiários de planos de saúde no primeiro trimestre de 2017.

Segundo dados informados, houve crescimento de cerca de 144 mil beneficiários em planos de assistência médica. Nos planos odontológicos o crescimento foi de 143,1 mil, sendo que o aumento na categoria médica ocorreu em virtude da ampliação do número de planos empresariais.