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Transplante de órgãos no Brasil: saiba como funciona

médicos em uma sala de cirurgia para ilustrar a postagem de transplante de órgãos

Transplante de órgãos no Brasil: saiba como funciona

O transplante de órgãos é a transferência de tecidos, partes do corpo, células ou órgão de uma pessoa doadora para outra receptora. O transplante tem como objetivo o restabelecimento de uma função prejudicada no corpo da pessoa receptora.

Em pessoas afetadas por doenças que, em alguns casos, seriam incuráveis, o transplante de órgãos pode trazer enormes benefícios para a saúde. Anualmente, milhares de pessoas adquirem ou descobrem algum tipo de doença onde a única solução é o transplante de órgãos.

Benefícios do transplante de órgãos

O maior benefício do transplante de órgãos é a possibilidade de melhora na expectativa de vida de quem os recebe. Em muitos casos, os receptores dos órgãos, podem não ter mais limitações físicas em seu dia a dia após o transplante.

Transplantes de órgãos mais comuns

Os transplantes de órgãos mais comuns são: pulmões, rins, coração, fígado e pâncreas. Mas também podem ser transplantados: vasos sanguíneos, segmentos de ossos, ossos particulados e longos, cartilagens, tendão, córneas, valvas cardíacas, pele, estômago e intestino. Há ainda o transplante de parte do pulmão, fígado ou rim de doadores vivos. Mas esses casos podem ser feitos desde que o doador seja parente do receptor em até quarto grau ou mediante autorização judicial.

Qual a porcentagem de sucesso do transplante de órgãos?

Inúmeros fatores contam na hora de determinar o sucesso de um transplante. A causa da doença, as condições de saúde do paciente, o tipo de órgão que será transplantado ou até mesmo a adesão aos medicamentos imunossupressores.

Somando o avanço nos medicamentos, técnicas aprimoradas e recursos atuais, os transplantados têm uma sobrevida cada vez maior – e melhor.

Riscos do transplante de órgãos

Em cirurgias desse porte, alguns riscos são comuns, como, por exemplo:

– Infecções;

– Efeitos colaterais das drogas imunossupressoras;

– Rejeição do órgão transplantado, que pode ser tardia (mais fácil de ser tratada com medicamentos que ajudam a diminuir a atividade do sistema imunológico) ou hiperaguda (situação mais grave, que pode, em último caso, levar a necessidade um novo transplante).

Após o transplante de órgãos, como é a vida do paciente?

É importante lembrar que o transplante nem sempre é a cura, mas sim um tratamento que ajuda no prolongamento de uma vida melhor para o paciente. Apesar de a compatibilidade entre o doador do órgão e o receptor ser testada antes do transplante, consultas periódicas são obrigatórias. A prescrição de medicamentos imunossupressores também é necessária e permanente. Quando há casos de rejeição do órgão, será oferecido um novo transplante ao paciente.

Qual o processo para a retirada de órgãos de um doador?

Todo o processo de transplante de órgãos se dá a partir de três etapas: confirmação da morte encefálica do doador, autorização da família e localização de um receptor que seja compatível com o órgão doado.

Em seguida, a retirada desse órgão é feita em um centro cirúrgico e por uma equipe credenciada pelo Ministério da Saúde. A equipe é treinada e preparada especificamente para esse tipo de procedimento cirúrgico.

Após a retirado órgão, o prazo para o implante no receptor é conhecido como tempo de isquemia. Normalmente, existem tempos máximos de isquemia aceitos, dependendo do órgão a ser transplantado.

– Coração – 4 horas

– Pulmão – 6 horas

– Fígado – 12 horas

– Pâncreas – 20 horas

– Rim – 48 horas

Como é o sistema de captação de órgãos?

Quando há um doador em potencial, já existe confirmação de morte encefálica e a família já autorizou a retira dos órgãos, o hospital mantém os recursos de preservação das funções vitais dos órgãos. Em seguida, algumas ações são feitas para o transplante de órgãos:

– A Central de Transplantes é notificada pelo hospital sobre um potencial doador (paciente com morte encefálica);

– São feitos os testes de compatibilidade entre o potencial doador e os potenciais receptores que estão na lista de espera;

– A Central de Transplantes gera uma lista de potenciais receptores para cada órgão e informa aos hospitais onde eles são atendidos;

– Quando há mais de um receptor com compatibilidade, a escolha de quem receberá o órgão é feita por meio de critérios que envolvem a urgência do procedimento e o tempo de espera;

– A partir daí, a Central de Transplante, junto com as equipes de transplante de cada hospital, realizam as medidas necessárias para a retirada dos órgãos;

– Os órgãos são retirados do doador e o transplante é realizado.

Para um paciente receber o órgão, ele precisa estar inscrito nas listas de espera, sempre respeitando a ordem de inscrição. As listas são únicas, definidas por estado ou região, e monitoradas pelo SNT (Sistema Nacional de Transplantes), e pelos órgãos de controle federais.

O transplantes de órgãos é fundamental para salvar muitas vidas. Tire aqui mais dúvidas sobre a doação.

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