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Implantodontia: você sabe o que é?

Desenho de dentes implantados para ilustrar texto sobre implantodontia

Implantodontia: você sabe o que é?

Mais que um sorriso bonito, a implantodontia garante a reabilitação das funções orais do paciente, como a mastigação e a fonética. Com técnicas avançadas, a instalação de implantes odontológicos traz inúmeros benefícios para o paciente. E, o mais importante, sem acarretar grandes desconfortos.

Estima-se que ao longo de um ano, usamos os nossos dentes em torno de 200 mil vezes. Por isso, vale a pena conhecer o que é a implantodontia e como ela pode ajudar a recuperar a qualidade de vida de quem precisa repor um ou mais dentes.

Quer saber mais sobre o papel do implantodontista? Continue lendo esse texto!

O que é implantodontia?

Implantodontia é uma especialidade da odontologia que visa reconstruir uma parte do dente por meio de um implante. Esse implante é instalado cirurgicamente dentro do osso da mandíbula e/ou maxilar.

Esse tipo de procedimento, também conhecido como implante osseointegrado, utiliza parafusos de metal titânio. Ele acaba funcionando como um substituto para a raiz natural do dente. Ele atua na manutenção da prótese dentária – ou coroa – no local certo.

Com a implantodontia é possível fazer a reabilitação de um ou mais dentes ausentes. Os implantes podem dar suporte para diversos tipos de próteses entre fixas ou removíveis.

O objetivo principal dessa especialidade é devolver as funções essenciais dos dentes que, eventualmente, tenham sido afetadas devido à ausência, como a mastigação e fonética.

Mas, é claro que a implantodontia também se encarrega de cuidar da questão estética perdida. Ela ajuda a restaurar a harmonia do sorriso e promover no paciente a melhora de sua autoestima.

O que faz um implantodontista?

Como vimos anteriormente, o principal papel da implantodontia é a reabilitação oral. Para isso, um implantodontista promove um estudo individualizado do paciente. Ele emprega um conjunto de técnicas específicas para cada caso.

Existem diversos tamanhos, comprimentos e larguras de parafusos – ou implantes-, que são escolhidos de acordo com a anatomia do paciente.

Para se certificar sobre qual é o melhor procedimento a ser adotado, o cirurgião dentista deve fazer uma investigação detalhada. Para isso, ele conta com o auxílio de exames de imagem como radiografias e/ou tomografia computadorizada da região.

Quem pode fazer um implante dentário?

O implante dentário é indicado para quem recebeu o diagnóstico de extração da raiz ou para quem já removeu essa parte do dente por algum motivo. A reconstrução da raiz é recomendada até para os casos em que o dente definitivo simplesmente não nasceu.

Um implante pode ser realizado de forma imediata, logo na sequência da extração do dente. Ele também pode ser feito nas situações em que o dente já foi extraído há algum tempo. A diferença entre essas duas abordagens está no resultado estético.

O implante que é instalado logo após a extração do dente oferece, de modo geral, resultados mais satisfatórios. Nesses casos, é possível preservar a anatomia original da gengiva e dos tecidos que envolvem o dente.

Já para os casos em que a extração do dente ocorreu já há algum tempo, pode haver uma consequência estética no momento em que uma prótese for colocada no local. Isso acontece pois o organismo reage reabsorvendo esses tecidos, provocando alterações na parte da gengiva que podemos ver.

Como é feita a cirurgia de implante?

Atualmente, com o uso de técnicas modernas, a cirurgia para a colocação de implantes é feita de forma rápida e segura.

Entretanto, a implantodontia é uma especialidade que demanda paciência no tratamento. As etapas precisam ser bem planejadas para que todos os estágios do procedimento sejam devidamente cumpridos.

O primeiro passo é o planejamento individualizado de acordo com a necessidade do paciente. Para isso são realizados exames de imagens e laboratoriais.

Também é necessário um alinhamento entre o implantodontista e o protesista. O protesista é o responsável pela confecção das próteses que serão colocadas posteriormente sobre os implantes.

De modo simplificado, a cirurgia consiste em abrir a gengiva e instalar, com o auxílio de brocas, os parafusos dentro do osso da mandíbula e/ou maxilar. Depois disso, são dados alguns pontos no local.

Há casos especiais em que não há osso suficiente para a fixação do implante. Aí, então, é necessária a colocação de um enxerto ósseo. Isso acontece devido a um processo chamado “reabsorção óssea”, no qual o osso que estava ao redor da raiz vai se perdendo gradativamente em virtude da ausência do dente.

O procedimento causa dor?

Embora seja desconfortável, todo o procedimento de implantodontia não deve causar dor ao paciente. Há o uso de anestesia local e, em alguns casos, pode-se fazer a sedação consciente.

O processo de cicatrização do implante em volta do osso, ou osseointegração, dura, em média quatro meses. Entretanto, também há casos em que a colocação de uma prótese provisória pode ser feita no mesmo dia. Somente o implantodontista pode avaliar quando e como isso deve acontecer.

Na segunda etapa do tratamento, o cirurgião dentista faz uma pequena incisão no local do implante para conectá-lo com a cavidade oral. Depois disso, é possível começar o processo para moldar a prótese que será colocada sobre o implante.

Como é o pós-operatório na implantodontia?

A recuperação do pós-operatório na implantodontia costuma transcorrer sem complicações. Pode haver um leve inchaço no local durante os primeiros dias. O aparecimento de dor ou desconforto pode ser administrado com o uso de medicações indicadas pelo dentista.

Como qualquer cirurgia, é recomendável que o paciente fique em repouso e evite atividades pesadas nos quatro ou cinco dias subsequentes.

A alimentação neste período também deve ser à base de comidas pastosas para evitar qualquer esforço de mastigação.

Um plano odontólogico cobre implantes?

Embora a implantodontia ofereça inúmeros benefícios às funções orais do paciente, a instalação de implantes é considerada também um procedimento estético.

Dessa forma, esse evento não tem cobertura no rol de procedimentos odontológicos previsto pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Entretanto, alguns planos odontológico oferecem a cobertura para a implantodontia como diferencial.

Se você estiver precisando realizar um implante dentário, vale a pena se informar e buscar no mercado as opções de planos odontológicos que incluam esse procedimento.