Seg. a Sex. 9:00 às 18:00
(Horário de Brasília)

Como os índices de capotamentos influenciaram no design dos carros

capotamentos

Como os índices de capotamentos influenciaram no design dos carros

Fazendo uma linha do tempo do design dos veículos, podemos observar mudanças significativas nos modelos através das décadas.

Nos anos de 1960, carros pequenos e apertadinhos, com o fusca liderando os sonhos de consumo das famílias brasileiras. Já na década de 1970, os automóveis espicharam e, com porta-malas enormes, eram comparados com banheiras, barcos ou outras coisas compridas.

Lembra dos Opalas? Indo para a década de 1980, os modelos ganharam linhas quadradas e pareciam caixotes, como indicam o Uno, o Fiat 167, as Brasílias e Variants. Na década de 1990, linhas tortuosas trouxeram sofisticação aos modelos da época, como o Taurus.

De alguns anos para cá, é possível que você tenha percebido também que os modelos mais recentes de automóveis saem da fábrica com tetos mais reforçados, consequentemente, com uma aparência mais pesada.

Carros, SUV’s, minivans aderiram a essa tendência a partir do início dos anos 2000. E o motivo? O aumento nos acidentes com capotamento.

O caso Firestone

Nos anos 2000, o órgão responsável pelo tráfego em rodovias federais dos Estados Unidos registrou nada menos que 174 mortes. Além de milhares de feridos por conta de problemas de fábrica dos pneus da Firestone.

Em 2005, o jornal The Wall Street reportou que apenas 3% dos acidentes em rodovias envolvem capotamentos, porém mais de um terço dos ocupantes envolvidos chegam a óbito. A estatística e o caso Firestone chamaram a atenção das montadoras. Elas passaram a produzir automóveis com tetos reforçados e itens de segurança adaptados para acidentes deste tipo.

Após estes episódios, os EUA estabeleceram novas regras de segurança, estabelecendo que os tetos dos automóveis teriam que suportar até 3 vezes o peso do próprio (sem ocupantes). Já para as SUV’s mais pesadas, 1.5 vezes. Apesar de ter sido deliberada em 2009, a lei só passou a entrar em prática em 2017.

As novas regras não atingem os automóveis conversíveis, pois os mesmos não possuem índices de capotamento, porém continuam sendo bem menos seguros do que os veículos com teto.

Tetos mais fortes

As montadoras têm se atentado para o problema dos capotamentos e investido não só em tetos mais fortes, mas como também em pilares de sustentação mais espessos.

No entanto, aumentar a espessura do pilar que suporta o teto não é algo tão simples a se fazer. Testes indicaram que pilares excessivamente espessos podem atrapalhar na visão do motorista, especialmente o que dirige à esquerda do automóvel.

Com a visão prejudicada, o motorista fica sujeito a atropelamentos de pedestres e a mais pontos cegos, aumentando as chances de acidentes diversos.

No entanto, este é um problema que já está sendo solucionado. Além dos tetos mais fortes, estão sendo estudados pilares mais finos, porém com materiais mais resistentes, retrovisores mais amplos, monitores de pontos-cegos e câmeras frontais e de ré.

Mas mesmo com todas estas melhorias, as possibilidades de acidentes com capotamento ainda existem. Fica a critério do motorista fazer o possível para proteger a si próprio e a seus passageiros respeitando as leis de trânsito, usando os cintos de segurança e contratando um bom seguro automotivo.

Escolhendo um automóvel? Conheça os carros mais procurados pelos lojistas.

Veja também:

+ O que fazer se meu carro quebrar no meio da estrada?

+ Quanto custa uma 2ª via da chave de carro?