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Conheça o carro sem motorista que cruzou os Estados Unidos (!)

Carro sem motorista: Audi SQ5 modificado pela Delphi, que cruzou os EUA

Conheça o carro sem motorista que cruzou os Estados Unidos (!)

Uma viagem de 9 dias: cruzando 15 estados norteamericanos, um carro partiu de São Franscico, na Costa Oeste, até Nova York na Costa Leste. Uma viagem de quase 4700 quilômetros, mais ou menos a mesma distância entre Rio Branco, no Acre, até Recife, no Pernambuco. Até aí nada demais: muitos caminhoneiros fazem percursos às vezes mais extensos. Então por que essa história é diferente? Porque o percurso foi feito por um carro sem motorista.

Quem assina o feito é a Delphi, empresa de autopeças sediada no Reino Unido. A empresa modificou um Audi SQ5 para colocar os radares da direção automática em pontos estratégicos do chassi do carro, sem alterar a aparência. Quem visse o carro na estrada não conseguiria distinguir de um SQ5 sem modificações. O objetivo da empresa não é fazer carros sem motorista, mas sim fornecer o sistema de direção automática para as montadoras fazerem os seus próprios carros.

Carro sem motorista: saiba mais sobre o Audi SQ5 modificado pela Delphi, que cruzou os EUA no último mês de março.

O Audi SQ5 chegando em Nova York. (Foto: Divulgação Delphi)

Achou fantástico? Tem mais: o feito não é nem de longe o primeiro ou o último desse tipo. Os carros sem motorista do Google, por exemplo, já acumulam mais de 1 milhão de quilômetros percorridos e a Audi completou recentemente uma viagem do Vale do Silício até Las Vegas, nos Estados Unidos. Evidentemente, esses são casos diferentes da Delphi, que é uma fornecedora de peças e não uma montadora, mas evidenciam o nível em que a tecnologia se encontra.

Segundo a equipe da Delphi (um comboio com o Audi SQ5, um carro com engenheiros e uma van com o pessoal de relações públicas), a parte mais difícil do percurso foi na hora de cruzar uma ponte de ferro: o ferro enlouquece o radar, dificultando saber o que é um obstáculo ou não. Ainda assim, segundo a engenheira Katherine Winter, o programa se saiu melhor do que o esperado. Os únicos momentos em que a equipe precisou assumir o volante foi numa zona de construção, onde tinha muito zigue-zague, e para dar passagem a uma viatura.

Obviamente, essa tecnologia não vai se tornar lugar comum nos próximos 5 anos, por exemplo. Existem questões de regulação em aberto, além da resistência dos motoristas em soltar os volantes e deixarem as máquinas assumirem. Ainda assim, até 2040 a maioria dos carros em circulação nos países desenvolvidos devem ser carros sem motorista.

Como fica o seguro auto de um carro sem motorista?

Obviamente, um carro sem motorista causaria muitas mudanças no mercado de seguro. Acidentes causados por erros humanos seriam diminuídos em grandes proporções, enquanto todos os tipos de panes representariam um problema cada vez maior. O perfil do motorista teria uma importância cada vez menor, enquanto o nível de segurança dos carros, a atenção aos detalhes no software de segurança, os protocolos de desligamento e de evitação de acidentes se tornariam pontos fundamentais.

Mesmo com essa mudança de natureza, certamente o seguro auto não sairia de cena completamente. Sim, provavelmente esse seguro será algo mais barato e provavelmente viria de linha de produção com o carro. Mas situações como eventos naturais, violência urbana, perigo de hackeamento, pane no sistema de direção ainda farão do seguro auto uma questão necessária.

 

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