Seg. a Sex. 9:00 às 18:00
(Horário de Brasília)

Carros adaptados e automobilismo de Paulo Polido

Paulo Polido - Acessibilidade dentro e fora das pistas

Carros adaptados e automobilismo de Paulo Polido

O número de brasileiros que possuem algum tipo de deficiência física cresce anualmente. Para se ter uma ideia, em um período de 10 anos (2000 a 2010), o número de pessoas com deficiência motora cresceu em quase 4 milhões, chegando a 13 milhões em 2010.

Junto com esse crescimento, vem também o apoio com programas de incentivo e inclusão. Entre rampas e elevadores, inclusão escolar e no mercado de trabalho, um brasileiro faz sua parte na área dos esportes – Paulo Polido.

Paulo sempre foi amante de adrenalina e velocidade. Em 1998, após sofrer um acidente de moto em uma competição, ouviu dos médicos que não poderia mais voltar a andar por causa de uma lesão na coluna, parecendo que não poderia mais sentir a paixão da velocidade correr em suas veias.

Paulo Polido e sua moto adaptada

Paulo Polido em competição de motocross, com sua moto adaptada.

“Eu posso até ficar em uma cadeira de rodas… mas não fazer mais nada e não sentir mais adrenalina? Isso tá errado!”. Foi com essas palavras que começou construção de uma rede de adaptação e inclusão social.

Após o acidente e 3 anos de fisioterapia, ele começou a praticar esportes adaptados. Jet-ski, motos e carros entraram na lista de esportes que integraria na sua rotina novamente. Hoje, Paulo criou e participa em modalidades de inclusão para motocross e kart, além de etapas do Rally dos Sertões e na Copa São Paulo de Kart.

Mas seu trabalho não está focado à criação de uma modalidade satélite, em que não ocorre integração. Para Paulo, “a ideia (de criar uma categoria de karts adaptados) foi fazer uma categoria de acesso, onde o cara tem as condições básicas para ir para outra categoria. Aí sim você faz a verdadeira inclusão”. A partir da iniciativa, 8 integrantes da modalidade de acesso no kart já puderam entrar nas principais modalidades de competição.

Hoje, Paulo ocupa seu tempo com palestras sobre trabalho de equipe e motivação, assim como com as categorias e competições existentes – e as novas que está criando, como a de motocross adaptado – nunca deixando a adrenalina de lado – e muito menos a vontade de vencer.

Veja mais sobre o trabalho de Paulo Polido no vídeo abaixo e no seu site paulopolido.com.br.

Inclusão também no Seguro Auto

Para um cadeirante poder dirigir, ele deve possuir um carro adaptado que atenda suas necessidades. A pessoa com deficiência física conta – além dos diversos itens que devem ser equipados para facilitar a direção do veículo – com isenção de impostos e taxas como IPI, ICMS e IPVA, prevista através da Lei 11.941/2009, art. 77

Assim como a acessibilidade em diversos setores vem crescendo, no mercado de seguros também não foi diferente. Há alguns anos, um portador de deficiência teria enorme dificuldade em encontrar um seguro veicular e, quando encontrava, era por um valor alto.

Assim que sofreu o acidente, Paulo não conseguiu encontrar seguro para seu carro adaptado. “Agora, com esse negócio da lei de cotas e o deficiente saindo de casa pra trabalhar, eles (seguradoras) estão mudando um pouco essa visão”.

Muitas das seguradoras presentes no mercado já atendem esse público que, segundo Paulo, “acaba tendo um carro justamente pra conseguir se locomover” . A Allianz, por exemplo, possui o Seguro Auto Especial, com serviços e condições específicas para deficientes físicos. A Porto Seguro Auto também oferece opção de seguro voltada à realidade de pessoas portadoras de deficiência física, oferecendo benefícios como descontos na adaptação e carro reserva.

No entanto, é importante se atentar a alguns detalhes:

  • Informar que o carro é adaptado no momento em que estiver realizando sua cotação de seguro auto. Algumas seguradoras podem requisitar também laudo médico, então é importante estar atento;
  • Caso o veículo tenha equipamentos extras – que não estão inclusos nos adaptados vindos de fábrica – deve-se informar também no ato da cotação, prestando atenção  nos equipamentos que cada seguradora pode cobrir;
  • Quando ocorre uma perda total, a seguradora deve ressarcir o valor total do carro, de acordo com a tabela Fipe. No entanto, por ter descontos de ICMS e IPI, o segurado que possui um carro adaptado irá receber o valor da tabela menos os descontos próprios do tipo de carro.