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O custo dos acidentes de trânsito consome dinheiro de investimentos

Imagem de carro batido para ilustrar post sobre O custo dos acidentes de trânsito

O custo dos acidentes de trânsito consome dinheiro de investimentos

Em janeiro de 2018, o Código de Trânsito Brasileiro completou 20 anos. Ele é considerado um dos mais completos do mundo. Além de contemplar aspectos relacionados à mobilidade de pessoas e cargas. Entretanto, ao longo desse período, o custo dos acidentes de trânsito ainda é alarmante.

Segundo o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), o montante soma R$ 720 bilhões. Significa que esse dinheiro poderia ter sido empregado na construção de mais escolas, hospitais e rodovias, por exemplo. Cerca de 90% dos acidentes são causados por falha humana. E as causas estão ligadas ao desrespeito à legislação.

O impacto do custo dos acidentes de trânsito

Talvez você não tenha se dado conta, mas cada vez que há um acidente de trânsito, as despesas com hospitais, médicos, infraestrutura, medicamentos, pronto-atendimento, entre outros, são custeadas por meio dos impostos que todos nós pagamos ao governo. Isso significa que os recursos direcionados para cobrir esses gastos, deixaram de retornar em melhorias para a população.

Segundo um estudo divulgado pelo Observatório Nacional de Segurança Viária, entre os anos de 1998 e 2017, os acidentes de trânsito custaram aproximadamente R$ 36 bilhões por ano, uma soma de R$ 720 bilhões em 20 anos.

Esse valor é o equivalente a 12% do PIB brasileiro (Produto Interno Bruto) de 2015.

O que o custo dos acidentes de trânsito representam

Como esses gastos com os acidentes poderiam ser melhor investidos? O ONSV divulgou um comparativo que ilustra como o montante poderia ter sido revertido em benefício da população. Em obras de infraestrutura e melhorias em serviços.

Isso significa que caso as despesas tivessem sido evitadas, o montante poderia ter sido empregado em:

  • 22 mil novos hospitais, com 250 leitos, UTI e unidade de traumatismos graves;
  • 570 mil novas escolas;
  • 185 mil quilômetros de novas rodovias;
  • 60 mil quilômetros de novas ferrovias;
  • 2x mais investimentos em segurança pública;
  • Cobertura de 5 anos do rombo da previdência;

Irresponsabilidade ainda é a principal causa de acidentes

De acordo com os dados do Ministério da Saúde, o número de mortes no trânsito, entre os anos de 1998 e 2015, chegou a 662.219. O número maior de vítimas está entre os pedestres, seguido pelos ocupantes de automóveis. Na sequência vem os motociclistas, ciclistas, ocupantes de caminhões e, por fim, de ônibus.

Segundo o ONSV, existe outra estatística alarmante: cerca de 90% dos acidentes de trânsito são causados por falha humana. E isso acontece por fatores diversos como desatenção dos motoristas, excesso de velocidade, uso do celular, negligência no uso de equipamentos de segurança obrigatórios – como o cinto e o capacete – e o pior de todos: dirigir embriagado.

Entretanto, o Código de Trânsito Brasileiro é considerado um dos mais completos do mundo. Desde o início de sua vigência, recebeu mais de 700 resoluções para a implementação de temas importantes.

Diante dessa conduta irresponsável, a Organização Mundial de Saúde entende que a expressão “mortes por acidente” é empregada de forma equivocada quando o assunto é o trânsito, uma vez que poderiam ser evitadas.

As outras razões relacionadas à causa dos acidentes são segurança viária e falhas no veículo, representando 5% cada uma. A entidade ressalta que até as falhas mecânicas são consideradas evitáveis e atribuídas ao fator humano, pois podem ser diagnosticadas em manutenções preventivas e corretivas.

Cada brasileiro gastou R$ 255,69 para cobrir o custo dos acidentes de trânsito

A ONSV também calculou o per capta referente à parte dos impostos pagos por cada brasileiro, que foi destinada para cobrir os custos dos acidentes de trânsito. O valor médio foi de R$ 255,69. O ano de referência foi 2015 e tem como base a relação do número total de mortes registradas (38.651). E o quanto isso representa em custos financeiros envolvidos (R$ 52.283.362 bilhões).

Também foram subdivididas as despesas para cada estado. A análise apontou que o Piauí e o Tocantins estão à frente, com gastos que chegam perto de R$ 500,00 por pessoa. Quase o dobro da média brasileira. Já em termos absolutos, a região Sudeste, que possui a maior frota do país, é a que mais gasta com acidentes de trânsito.

Agora que você já está por dentro sobre o custo dos acidentes de trânsito no país, conheça nosso post sobre multas.

E, claro, evite a violência no trânsito.