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Você já ouviu falar em recuperação de para-choque?

Você já ouviu falar em recuperação de para-choque?

Já sei: você foi sair da garagem, não calculou direito a manobra e raspou o para-choque na parede. Relaxe, isso é muito normal em tempos de garagens e vagas cada vez mais apertadas. A boa notícia é que a recuperação de para-choque é possível na maior parte dos casos e custa muito menos do que um para-choque novo. E muitas oficinas ainda emprestam uma peça reserva enquanto o reparo é feito para que você não fique sem o carro.

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Recuperação de para-choque: um risquinho não dói

Muitas vezes, o dano é muito menor do que parece e a recuperação de para-choque é bem simples. A primeira coisa a se fazer é analisar o local atingido. Se não tiver retirado a tinta e atingido ou exposto o plástico, basta um polimento para que a marca saia. Mesmo que tenha marcado o verniz, basta usar uma lixa de gramatura de 1500 a 2000 e polir em seguida para suavizar ou até retirar totalmente a marca. Voilà! Seu para-choque ficou novo de novo!

Faça você mesmo

Quando a colisão retira a tinta e expõe o plástico ou o fundo do para-choque, não tem jeito, precisa de repintura. Outra boa notícia: se for um risco pequeno, muitas vezes é possível fazer o reparo em casa mesmo. Nos sites e aplicativos de vendas, existem pequenas quantidades de tintas automotivas. Geralmente elas são acondicionadas em um vidro de esmalte com pincel, lixa e até um pouco de massa de polir. Também dá para comprar uma quantidade pequena (normalmente 200 ml) em lojas de tinta automotiva.

O processo de recuperação de para-choque é simples:

  • Primeiramente, o local do risco deve estar limpo. Se houver rebarbas, retire com a ajuda de um estilete e depois lixe com cuidado para não atingir a parte que não está arranhada.
  • Limpe o local com um pano úmido, deixe secar e pincele com a tinta. O ideal é dar umas três demãos. Se ficar com excesso de tinta, não se preocupe, pois a lixa vai nivelar.
  • Deixe secar por no mínimo 24 horas. No dia seguinte, use a lixa de gramatura de 1500 a 2000, novamente tomando cuidado para lixar somente o retoque. Depois é só limpar e polir. 

Não fica 100% imperceptível, mas disfarça bastante e ajuda a economizar. Em casos de riscos pequenos, uma pincelada já resolve, sem a necessidade de lixar e polir.

Deixe com quem sabe

Quando o dano é muito grande, não tem jeito, você vai precisar procurar serviço especializado de recuperação de para-choque. Algumas companhias de seguros oferecem recuperação de para-choque gratuita ou com o pagamento de uma pequena franquia. Consulte sua apólice

Caso não tenha, existem empresas especializadas no serviço. O processo é parecido com o descrito acima. O para-choque é retirado e a parte danificada é lixada. Depois é aplicada uma massa para plásticos e novamente o local é lixado até ficar nivelado.

Uma vez nivelado, o para-choque é totalmente lixado e recebe de duas a três camadas de primer. Novamente a peça passa pelo processo de lixamento e recebe entre cinco e dez camadas de tinta. Depois o verniz é aplicado em três demãos para dar o brilho e proteger a tinta base. Por fim, toda a peça é novamente lixada para retirar as imperfeições e deixar a pintura uniforme e recebe o polimento para ficar brilhante. Daí é só instalar. O custo varia entre R$ 300 e R$ 500.

Trincas e cortes não são problema

O estrago foi grande e o plástico trincou ou cortou? Fique sossegado, pois também é possível recuperar na maior parte dos casos. Nestes casos, uma solda específica para plásticos é feita no local atingido. Em seguida, todo processo de lixamento, massa, lixamento novamente, aplicação de primer, lixa, tinta base, verniz, lixa e polimento é realizado. O preço fica entre R$ 400 e R$ 600.

Despedaçou? Só trocando

O prejuízo só é grande quando o para-choque perde um pedaço. Daí não tem jeito. Será necessária uma peça substituta. Há as opções de utilizar peças usadas ou novas. 

Caso opte por um para-choque novo, faça uma cotação de preços na concessionária antes. Dependendo do modelo ou tipo de carro, o custo pode ser bastante elevado, muitas vezes bem maior até do que a franquia do seguro. Daí compensa acionar o seguro e fazer a recuperação de para-choque na rede credenciada por ele. Também há peças novas, mas de marcas paralelas. A qualidade às vezes é semelhante às originais, porém com preço menor.

Usado amigo do bolso

Outra alternativa é comprar um para-choque usado sem o risco de ele ter pertencido a um carro roubado ou furtado. Isto porque existem hoje vários centros de desmontagem de veículos – autorizados e fiscalizados pelos DETRANs (Departamento de Trânsito) estaduais – que comercializam peças retiradas de carros de perda total. A Lei Federal nº 12.977 e a Lei Estadual nº 15.276 (São Paulo), sancionadas em 2014, permitem até rastrear de onde vêm os componentes.

Cada peça retirada de uma sucata deve ser cadastrada no sistema do DETRAN, com dados de sua origem e a nota fiscal. Ela recebe um selo com um QR Code para que as informações sejam consultadas por qualquer um. 

No caso de um para-choque, a economia pode chegar a 60% ao se optar pela peça de segunda mão. A lei ainda prevê que a peça tenha garantia de três meses. E tem mais: existem peças usadas sem qualquer dano como, por exemplo, um para-choque traseiro de um carro que tenha sofrido colisão frontal. Se você der sorte, pode achar uma na cor do seu carro e economizar com a pintura.

No final das contas, uma barbeiragem pode não ser o fim do mundo. A recuperação de para-choque é possível e o que não falta é alternativa para você economizar e reduzir o prejuízo. Se você sempre tem que estacionar em locais apertados, é possível instalar uma câmera de ré e sensores de estacionamento dianteiros e traseiros em seu carro, caso ele não os tenha. É uma excelente maneira de evitar os indesejáveis ralados e o custo não é tão alto.

 

Última atualização em 09/03/2020