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Você sabe como funciona o mercado de seguros em Cuba?

Seguros em Cuba: conheça mais sobre o mercado de seguros em Cuba

Você sabe como funciona o mercado de seguros em Cuba?

Não importa qual seja sua posição política: é inegável que Cuba é um dos lugares mais bonitos do mundo. O país é uma mistura de belas praias paradisíacas e cidades com arquitetura que remete ao século XIX. Tudo entre um gole e outro de mojito e muita salsa.

Outro aspecto que chama a atenção na ilha caribenha são os carros. É comum encontrar em Havana modelos antigos como o Chevrolet 1957 ou o Ford 1953, além de modelos fabricados na antiga União Soviética como Ladas e Volgas.

Você já parou para pensar como seria fazer o seguro desses carros? O Blog da Bidu Corretora, que já te contou tudo sobre seguro na Alemanha, pesquisou e descobriu como funciona o mercado de seguros em Cuba. Acompanhe.

História do seguro em Cuba

Seguros em Cuba: foto da porta da seguradora Esicuba

Foto da porta da ESICUBA, uma das principais seguradoras cubanas (foto: Esicuba.cu)

A primeira seguradora em Cuba foi fundada em 1795, ainda na época em que a ilha era uma colônia espanhola. A evolução foi rápida: no final do século XIX, em meio aos investimentos estrangeiros e a nascente indústria local, já passavam de 100 as companhias de seguro no país. O principal mercado era o de seguros marítimos e de transporte, além dos seguros pessoais.

O mercado de seguros em Cuba permaneceu estável até 1959, ano da Revolução Cubana liderada por Fidel Castro. Nessa época havia no país 171 companhias de seguro, a maioria com capital norte-americano, britânico e canadense. Nos anos 1960, o governo Castro implantou um programa de nacionalização que atingiu também o setor de seguro.

A maioria das empresas foram nacionalizadas e algumas poucas continuaram independentes, mas fiscalizadas – não podiam contrair novos seguros, apenas podendo cumprir suas obrigações com contratos já assumidos.

Com a nacionalização, o governo assumiu os riscos trabalhistas, como doenças, acidentes pessoais, aposentadorias e pensões através do Ministério do Trabalho e de Segurança Social do país, algo semelhante ao INSS (Instituto Nacional de Segurança Social) no Brasil.

Para proteger o comércio entre Cuba e os demais países, foi criada em 1963 a Empresa de Seguros Internacionales de Cuba, ESICUBA. Essa empresa de capital nacional assumia os riscos de importações e exportações das frotas mercantes, pesqueiras e aéreas. Também se tornava a resseguradora nacional – tudo para evitar a transferência de capital cubano para outros países.

Nos 15 anos seguintes, a carteira de negócios da ESICUBA cresceu exponencialmente e, em 1978, foi fundada a Empresa del Seguro Estatal Nacional, ESEN. Ela passaria a ser responsável pelos seguros dos carros locais e do agronegócio, que hoje corresponde a 70% dos seus negócios.

Desde então, essas são as duas principais seguradoras do país. Isso não significa que o mercado não tenha passado por uma série de transformações: em 1986, a ESICUBA tornou-se uma sociedade mercantil com capital 100% cubano; em 1996, foi criada a Aseguradora del Turismo S.A., responsável pela cobertura do setor turístico, incluindo o patrimônio turístico cubano; no ano 2000, foi criada a Reaseguradora de la Habana S.A., responsável pelo resseguro no país. Ambas companhias se fundiram com a ESICUBA em 2003 e 2004, respectivamente.

Seguro auto em Cuba

O mercado cubano de seguros de carro tem algumas características semelhantes ao mercado brasileiro e outras muito diferentes.

Por exemplo, as coberturas são as mesmas que você está acostumado no Brasil: você pode proteger seu carro contra incêndio, raios, explosões, colisões, capotamentos, roubo, furto e contra efeitos da natureza, além de coberturas para terceiros Coberturas como aquelas que conhecemos aqui.

No entanto, outras características são diferentes. Os carros cubanos são no geral muito antigos, com alguns modelos com quase 60 anos rodando nas ruas. Além disso, devido ao embargo comercial imposto pelos Estados Unidos, grande parte desses veículos rodam com peças adaptadas ou mesmo a base de gatos. Coisas que as seguradoras brasileiras não aceitariam.

Seguros em Cuba: saiba mais sobre seguro auto em Cuba

Fazer seguro de carros mais antigos é comum em Cuba (foto: Wikimedia)

Então como é possível fazer seguro de carro em Cuba? Simples: se na vistoria prévia o carro é considerado bom para uso, é possível fazer o seguro, a despeito de marca, modelo e ano. Já pensou se fosse assim no Brasil? Aquele Fusca 66 do seu pai poderia ser segurado.

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Além disso, você precisa escolher em qual moeda você vai adquirir seu seguro. Cuba tem duas moedas correntes: o peso cubano local (geralmente conhecido como CUP) e o peso cubano livremente conversível (conhecido como CUC). A moeda local é controlada pelo governo e não pode ser convertida; já a outra pode ser convertida e é a moeda usada por turistas quando vão a Cuba, por exemplo. A taxa de câmbio é de aproximadamente 25 CUPs para 1 CUC.

Para contratação de seguro em CUC, só é permitida a contratação de seguro de danos materiais, ou seja, aquelas que afetam o casco do veículo. Cidadãos cubanos ou estrangeiros que precisem contratar uma apólice de Responsabilidade Civil (a famosa cobertura de terceiros), deverão converter suas moedas em CUP.

Já para seguros contratados em CUP, existem outras alternativas. Além de poder contratar uma cobertura para terceiros, existem três opções de seguro em Cuba: a base de indenização, a base de reposição e coberturas para todos os riscos.

Na cobertura à base de indenização, o segurado recebe o valor contratado em caso de danos parciais ou totais, em pesos cubanos (CUP). Já na cobertura à base de reposição, somente é coberta a perda total do veículo, que é substituído por outro veículo, sem cobertura para danos parciais.

Já no último modelo, o segurado tem um híbrido dos dois modelos anteriores: você pode receber indenização por danos parciais ou totais, além de ter a opção da reposição do automóvel em caso de perda total. O melhor dos mundos, talvez?