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O que acontece com o seu carro depois da perda total

O que acontece com o seu carro depois da perda total

O que acontece com o seu carro depois da perda total

A gente sempre acha que nunca vai acontecer com a gente, até que acontece: uma batida grave ou um furto causa uma perda total no seu veículo. A seguradora indeniza dentro do prazo normal (que é até 30 dias úteis) e você quita seu financiamento ou já compra o seu novo carro à vista. Vida que segue.

Mas você já parou para pensar o que acontece com o seu carro depois da perda total?

Essa resposta é diferente para os dois principais casos, isso é, danos no casco, causados por incêndio, colisão ou outra coisa, ou roubo ou furto. O primeiro caso depende do conserto do carro e o outro depende da sua recuperação, independente do estado.

No caso da perda total por danos no casco, a seguradora já recusou consertar o carro pois isso custaria mais do que 75% do valor do veículo. Essa é a regra que define a perda total, lembra?

Geralmente, a seguradora vende o que sobrou do seu carango para um ferro velho aproveitar os metais da carcaça. No entanto, em algumas condições a margem pode ser melhor recuperando o veículo, mesmo que isso traga um gasto também grande.

Quando isso acontece, a seguradora deve garantir que os danos do veículo sejam notados e reparados de acordo com a regularização do Contran, de acordo com a resolução 362/10.

Nela, os danos são classificados em pontuações e faixas de danos:

  • Se a soma dos danos não ultrapassar 20 pontos, são considerados de pequena monta. Nesses casos, geralmente não chegou a perda total e podem rodar sem problemas.
  • Se a soma dos danos ficar entre 20 e 30 pontos, são considerados de média monta. Nesse caso, pode ter acontecido uma perda total (lembre-se, a perda total é referente ao preço para consertar o carro, não em relação ao dano sofrido)  mas o veículo ainda está recuperável. Deve constar no documento do carro.
  • Se a soma dos danos ultrapassar 30 pontos, são considerados de grande monta. Nesse caso, o veículo não pode voltar a circular.

Essa classificação tem efeitos práticos no momento que você compra carros de leilão, por exemplo. Se no documento do veículo ele está marcado como “recuperado”, peça um bom desconto: dificilmente uma seguradora aceitará fazer seguro para esse carro (veja mais dicas na hora de comprar carro usado).

Isso acontece porque é difícil para a seguradora ter certeza que o veículo está em boas condições. Para aumentar suas chances de ter o seguro aprovado, você deve pedir todas as notas do trabalho realizado no carro e de todas as peças usadas. Mesmo assim, não é uma garantia, já que o perfil também entra no cálculo.

Quando a sua perda total foi de roubo ou furto, a situação muda um pouco. Se o veículo é recuperado depois da indenização sem problemas, geralmente ele é leiloado e a seguradora consegue vendê-lo com um bom retorno. Já se ele for recuperado com danos, a regulação do Contran volta à cena 🙂

 

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