Seg. a Sex. 9:00 às 18:00
(Horário de Brasília)

Reclamações de seguro viagem: quais são as mais comuns e como se precaver

Na hora de um imprevisto de saúde ou acidente durante a viagem, a gente corre atrás do seguro. O problema é quando descobrimos que ele não oferece cobertura ou assistência para o nosso problema. É nessa hora que aparece a maioria das reclamações de seguro viagem, cujo número tem crescido nos últimos anos.

Imagem de aeroporto ilustrando texto sobre reclamações de seguro viagem

O atraso no pagamento da indenização é a principal reclamações de seguro viagem hoje no país.

Em março de 2018, completou dois anos das mudanças implementadas nas coberturas do seguro viagem. A partir dessa mudança, surgiram muitas dúvidas e questionamentos dos turistas com relação a este produto. Consequentemente, também surgiram reclamações de seguro viagem pelos serviços contratados.

Principais reclamações de seguro viagem

Em 2017, até o mês de novembro, através do órgão supervisor e regulador do setor de seguros, Superintendência dos Seguros Privados (Susep), foram registradas 205 reclamações seguro viagem.

As principais reclamações de seguro viagem são:

– atraso no pagamento da indenização (31,07%);

– negativa de indenização (20%);

– divergência do valor de indenização (3,41%);

– e outros (39,51%).

Outra entre as reclamações de seguro viagem registradas pela Susep é a de clientes que tiveram cobertura negada pela seguradora. Ou então que não foram reembolsados. Isso acontece, na maioria das vezes, porque a assistência que você precisou não estava prevista na apólice.

O seguro viagem reembolsa as despesas que estão previstas na apólice que é apresentada junto ao contrato. É no próprio contrato que você consegue identificar quais são as coberturas oferecidas.

Além de verificar quais são os serviços contratados por você, é bom analisar também quais são os riscos que você corre e que não estão cobertos pelo seguro viagem.

Os seguros de viagem variam muito. Mas eles podem oferecer coberturas de assistência médica, odontológica, medicamentos, repatriação, assistência jurídica, internação hospitalar, extensão de diárias em hotéis.

Além disso, podem incluir também passagem de ida e volta de um familiar caso seja necessário e ainda extravio e atraso de bagagem e cancelamento de voos.

No entanto, muitas pessoas viajam sem saber qual foi o tipo de seguro que contrataram e as assistências a que têm direito. Consequentemente, num momento de necessidade de uso do seguro, podem acabar se decepcionando.

Isso acontece porque muitos acham que teriam direito a certa assistência. Porém, ela não estava incluída no tipo de seguro contratado.

Para que você não tenha problemas e não entre na lista das reclamações de seguro viagem, separamos algumas dicas importantes para ficar atento.

Avalie qual tipo de cobertura você precisa

Na hora de escolher o melhor plano pra você, é importante avaliar quais são as suas necessidades durante a viagem. Assim, você minimiza a chance de ter que recorrer a reclamações de seguro viagem depois.

Vamos a alguns exemplos. Se você estiver planejando a prática de algum esporte radical durante a viagem como esqui ou surfe, irá precisar de um seguro viagem especial. Se for gestante, também precisa de um tipo de cobertura especial. E quanto mais velho for o turista, maior deve ser a cobertura.

É importante saber todos os detalhes antes de contratar o seguro viagem.

Doenças pré-existentes

Lembre-se que os seguros de viagem não oferecem cobertura ou assistência em casos de doenças préexistentes ou problemas de saúde que você já tenha antes de viajar.

A nova legislação também não prevê reembolso para esses casos. Por isso fique atento às suas condições de saúde antes da viagem e vá preparado.

Atenção com os países do Tratado de Schengen

A maioria dos países da Europa fazem parte do Tratado de Schengen. Neste caso, é permitido você transite de um país europeu para outro livremente.

Não é necessário visto para entrar nesses países. Porém, é exigido um seguro viagem com cobertura mínima de 30 mil euros. Fazem parte do Tratado de Schengen: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Itália, Irlanda, Islândia, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Romênia, Suécia e Suíça.

Países com seguro viagem obrigatório

Alguns países, além dos europeus, exigem o seguro viagem para entrada no país. Para viajar a Cuba, você precisará de uma cobertura do seguro viagem de no mínimo dez mil dólares. A Venezuela também exige uma cobertura mínima de quarenta mil dólares incluindo assistência médica para entrar no país.

Leia com muita atenção a apólice

Leia atentamente tudo que o seguro que você contratou cobre. Tudo estará descrito na apólice.

Assim, você já viaja sabendo exatamente qual é a cobertura e como faz para utilizar o seguro caso precise. 

Assistência no extravio de bagagem não é para todos

Não são todos os seguros viagem que oferecem assistência em caso de extravio de bagagem. Portanto, é importante verificar se o seu seguro oferece esse tipo de assistência. Caso não ofereça, veja se você realmente faz questão dessa cobertura. Atraso de bagagem ou furto estão entre as maiores reclamações entre turistas. Um outro tipo de cobertura extra é assistência em caso de cancelamento de voos.

Valor da proteção

O valor mínimo da cobertura de proteção para uma viagem ao exterior é de US$30 mil por pessoa com um valor de pagamento que gira em torno de US$30 de tarifa. Se você pagar um pouco mais, pode obter um seguro com cobertura de até US$100 mil.

No caso de uma assistência de viagem com cobertura de US$1 milhão durante dez dias vai sair em torno de US$216. Verifique quais são as coberturas ideais para você e em qual caso vale a pena desembolsar um pouco a mais para obter uma cobertura maior.

Se mesmo com essas dicas e orientações você se sentir que ainda tem reclamações de seguro viagem, pode entrar com uma ação judicial contra a agência ou corretora que fez a venda. Existe um princípio de responsabilidade solidária entre quem está vendendo o seguro e a seguradora. Também é possível registrar queixa à Superintendência de Seguros Privados (Susep) que é quem fiscaliza o setor de seguros.